Poema: Brisa
Uma brisa quente,
com frequencia,
aquece minha pele,
transpassa os poros,
penetra por músculos,
artérias e veias,
chega aos ossos da memória,
Então, me escondo no canavial,
me atiro contra o muro,
me enterro na terra,
e fico por horas e horas
escutando semibreves pontuadas
e breves que não tem fim.
n.n.a
Ella Fitzgerald é Maravilhosa !!!!
Música perfeita para trabalhar……
Poema: Virose
Virose
Maldita virose,
atingiu-me em cheio,
foram sequências de golpes:
jabes, diretos e cruzados,
fui a nocaute já no primeiro assalto.
Garota má,
açoitou-me com calafrios dos pés a cabeça.
e na queda de braço, perdi.
Fui dominada por vertigens, enjoos e febre,
prostrada na cama,
não tinha ânimo pra nada.
Nunca almejei tanto, um bom chá de boldo,
um analgésico e uma dose generosa de Plasil.
n.n.a
Jerusalém, cidade perfumada
JERUSALÉM, CIDADE PERFUMADA
Cidade Santa, cercada de montanhas,
conheces de perto a dor e a destruição,
por tuas ruelas caminham povos,
gente de todas as partes,
de todas as línguas e crenças.
Adornada, segura de quem és,
seu alicerce é de ouro,
suas vestes cheiram mirra,
és a mais perfumada,
a mais linda flor do deserto.
Queria pousar meus olhos sobre ti,
sentir o aroma que sobe das ruas até o cume dos montes,
o perfume das oliveiras,
da canela, da noz, do cravo,
a mistura de páprica, açafrão e zattar.
Jerusalém, Jerusalém:
a Cidade do Livro Sagrado,
a Cidade das Doze Tribos,
o Oásis da Paz,
a Cidade do Alto,
a Cidade do Muro,
a Cidade do Messias,
a Casa do Deus Altíssimo.
Orem pela paz de Jerusalém: “Vivam em segurança aqueles que te amam!
Salmos 122:6
Poesia em Libras: Soneto da Fidelidade Vinícius de Morais
Vinicius de Moraes, “Antologia Poética”, Editora do Autor, Rio de Janeiro, 1960, pág. 96.
Poema: Filho Amado
Filho Amado
Bastou uma semente no útero aquecido e fértil,
a vida germinou,
nasceu linda, exuberante e doce.
Cresceu, agigantou-se e
num esforço descomunal,
veio ao mundo.
Um filho, fruto da dor e do amor,
nasceu nu, indefeso,
precisava de cuidados,
tinha os olhos brilhantes do pai,
de um castanho que lembrava
o tronco das árvores,
a terra de campos,
e tinha a pele macia
como um pêssego.
Era um menino sentimental,
que amava as letras,
andava com o dicionário a tiracolo.
Tornou-se um erudito,
o orgulho dos seus pais,
um formoso arvoredo,
cheio de flores e frutos,
trouxe um pouco de sossego
à corações cansados,
alento e paz a quem
tanto precisava.
n.n.a
Lançamento do livro na Faculdade de Artes do Paraná
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| Lançamento do Livro: Ciranda das Letras: a Poética do Alfabeto na Faculdade de Artes do Paraná |
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| Rita de Cássia Maestri, psicóloga e linguista surda, fez a tradução dos poemas para Libras. Minha grande amiga !!!! |
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| Amada Ana Paula, lendo o poema do “Q” |
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| Mostra das ilustrações do Livro. |
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| Palestras na FAP |
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| Rafaelle, querida sobrinha |
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| Hall da FAP |
Livro e DVD
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| Equipe maravilhosa: Rita e Mari Suoheimo |








































