GRUPO DE ESTUDOS INTERDISCIPLINARES SOBRE PROCESSOS INCLUSIVOS NO ENSINO DE ARTE

GRUPO DE ESTUDOS INTERDISCIPLINARES SOBRE PROCESSOS INCLUSIVOS NO ENSINO DE ARTE

Coordenação:
Profª Rosanny Moraes de Morais Teixeira

O Grupo tem por objetivos:
• Exercitar o debate interdisciplinar tendo como foco o processo inclusivo;
• Fomentar a pesquisa e o interesse no tema inclusão e ensino de arte nos alunos e professores da FAP;
• Estudar com maior aprofundamento questões legais, metodológicas, epistemológicas e psicopedagógicas que envolvem a educação especial, a inclusão e o ensino de arte;
• Sistematizar dados e abordagens de autores relevantes no cenário atual da inclusão e da educação especial contemporânea;
• Apresentar os resultados em eventos da FAP como Encontros de Licenciaturas, Simpósio da FAP ou eventos externos.

Público-alvo:
O grupo é aberto a professores de arte e pessoas interessadas neste tema, egressos e alunos da FAP que queiram contribuir com reflexões a respeito da inclusão.

Período de realização:
18 de março até final de novembro de 2013 – encontros quinzenais.

Dia/Horário/Local:
Segundas-feiras, das 18h às 20h, na Sala 4 – Bloco 2 – FAP

Inscrições:
De 08 a 18 de março de 2013, no Protocolo da FAP

Investimento:
R$ 10,00 (para certificação)

Musicoterapia – FAP – 2013

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Inteligências Múltiplas

Os estudos desenvolvidos por Howard Gardner (psicólogo educacional norte-americano) nos 
revelam que os seres humanos possuem uma ampla  gama de inteligências; mais ainda, Gardner 

propôs uma definição de inteligência renovada e muito mais pragmática; é por isso que ele define 

inteligência com sendo a capacidade para: 
  1. Resolver problemas cotidianos; 
  2. Diagnosticar novos problemas a resolver; 
  3. Criar alternativas valiosas no próprio âmbito cultural;

Poesia do alfabeto

Do A ao Z
De um oceano ao outro
De um infinito ao outro
Dos lugares mais distantes e desertos
Dos centros urbanos e populosos
De dimensões etéreas 
De uma incalculável e intangível saudade
Voa o pensamento à procura 
do infinito.
n.n.a

Adélia Prado – Com licença Poética

Com licença poética



Quando nasci um anjo esbelto,

desses que tocam trombeta, anunciou:

vai carregar bandeira.

Cargo muito pesado pra mulher,

esta espécie ainda envergonhada.

Aceito os subterfúgios que me cabem,

sem precisar mentir.

Não sou tão feia que não possa casar,

acho o Rio de Janeiro uma beleza e

ora sim, ora não, creio em parto sem dor.

Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.

Inauguro linhagens, fundo reinos

— dor não é amargura.

Minha tristeza não tem pedigree,

já a minha vontade de alegria,

sua raiz vai ao meu mil avô.

Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.

Mulher é desdobrável. Eu sou.

Adélia Prado

Formatura da FAP – Hino Nacional a 6 mãos e 1 voz

Eu e Bruno interpretamos o Hino Nacional em Libras na formatura da FAP.
Fiz os interlúdios musicais (piano) e o Bruno a letra do Hino em Libras, a Bruna ao piano e a Anna cantando.

Luto na Venezuela

A Venezuela, oficialmente República Bolivariana da Venezuela, é um país tropical, na costa norte da América do Sul. O país possui várias ilhas fora de seu território continental situadas em sua costa no mar do Caribe ou mar das Caraíbas.

Ferrenho crítico do neoliberalismo e do governo dos Estados Unidos, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, morreu aos 58 anos nesta terça-feira, vítima de um câncer na região pélvica, com o qual convivia há um ano e meio.

Dia internacional das das mulheres -Poema: Mulheres

 

Vó Carolina com 96 anos. Linda !!!!

Mulheres

Benditas sejam as mulheres,

de todas as etnias, cores e idades,

as que ainda são meninas,

as de vinte, trinta, quarenta, setenta e noventa anos,

as que trabalham e as desempregadas,

as que semeiam, as que colhem,

as que trabalham em linhas de produção,

as motoristas de táxi, de uber e de ônibus,

as atletas, as executivas,

as musicistas e cantoras,

as estudantes, as professoras,

as médicas e enfermeiras,

todas que cuidam dos amigos,

dos pais, dos irmãos, dos filhos

e dos netos e bisnetos.

Benditas sejam

as que têm esperança em dias melhores,

as que amam demais,

as que sonham demais,

e se doam demais,

as que têm rugas e cabelos brancos,

as de pele de seda e que cheiram jasmim,

as que têm mãos calejadas,

as que são choronas e as que são duronas,

as que foram abandonadas e destratadas,

as pecadoras que buscam por redenção,

as que mesmo sofrendo na lida da vida,

cumprem a sina de abençoarem quem as cerca,

que assumem que sua força está na capacidade

de amar, de chorar, de assumir seus erros,

e de assumir-se como pessoa,

que vive a plenitude de ser MULHER.

n.n.a.

Livro da minha infância: Meu pé de laranja lima agora em filme.

A OBRA

Publicado em 1968, o livro “O Meu Pé de Laranja Lima” completa 45 anos no ano de 2013 e é até hoje um dos livros mais vendidos na história do Brasil. Foi traduzido para 12 línguas e publicado em 19 países. Do livro foram feitos um filme em 1970 que levou aos cinemas mais de 7 milhões de espectadores, além de 3 novelas de grande sucesso: TV Tupi (1970); Rede Bandeirantes (1980 e 1998).

Era viciada na novela e na leitura do livro, sempre chorava no final.

Reação de um bebê de 8 meses quando seu implante coclear é ativado

8 Month Old Deaf Baby’s Reaction To Cochlear Implant Being Activated from ACI Alliance on Vimeo.

Música, o que é isto?



Revendo conceitos… O que é Música?


          Tradicionalmente  a música foi definida como “a arte de combinar os sons”, mas para Aharonián (2008), a música não é simplesmente a organização do som. Ele diz que esta definição é incompleta, pois a música também é linguagem, potencial expressivo e seu objetivo é a comunicação.

            Ahorián (2008) afirma que:

El concepto de música entendido como compartimento estanco no es común a todas las culturas: en las sociedades en las que el hombre no es parcelado, se hace muy difícil establecer límites entre música y poesía, entre música y danza, entre música y expresión erótica, entre música y hecho religioso, entre música y magia, entre música y medicina, entre música y trabajo, entre música e fiesta, entre música y vida política comunitária. (2008, p.5)

           Não se trata de negar o aspecto sonoro, físico dos sons, mas de ampliar o conceito. O silêncio, as pausas também são um componente da música. “Não existiria som se não houvesse o silêncio” como nos lembra a canção de Lulu Santos. Outro músico que colocou em xeque as definições clássicas de música foi o estadunidense John Cage (1912-1992),segundo relata Castela (s/d), Cage compôs em 1952 a obra musical silenciosa 4’33’ (A peça é dividida em três movimentos, o primeiro movimento tem a duração de trinta segundos, o segundo de dois minutos e vinte e três segundos e o último movimento é composto de um minuto e quarenta segundos), todos em absoluto silêncio, durante este tempo os músicos ficam em total silêncio, segurando seus instrumentos em posição estática, não emitindo nenhum som. Para Cage esta obra “silenciosa” também é música.
            Desta maneira podemos questionar se a música é apenas um fenômeno sonoro, físico, ou se podemos conceituá-la de forma diferenciada, levando em conta aspectos relacionados à cultura, aspectos visuais, performáticos da execução musical, o movimento, a dança e também a letra das canções. Flink (2009) discutindo a questão da música e a surdez afirma:
                                               A música é uma área em que os sentimentos e as ideias criativas podem ser expressas. A linguagem musical pode ser tratada de duas formas, uma tradicional em que o compor e o executar mantêm regras rígidas e que não podem ser quebradas. Por outro lado, existem novas maneiras de cantar, de tocar, de dançar, ou de compor e que não estão erradas, podem apenas ser caracterizadas como “diferentes”. (2009, p. 208)

                                        O neurologista Oliver Sacks também relata em seu livro “Vendo Vozes”  (1989, p. 152) como emergiram canções em Língua de Sinais na Gallaudet College  na década de 70. Sacks afirma: “Emergiram poesia na língua de sinais, dança na língua de sinais, canções na língua de sinais – artes sem igual na língua de sinais que não podiam ser traduzidas para língua falada.”

                                            Estas “novas maneiras” precisam ser legitimadas, pesquisadas e relatadas, afinal elas já estão presentes no cotidiano. 
Noemi Nascimento Ansay
AHARONIÁN, C. Introdución A La Música. 3ª edición. Montevideo, Uruguay. Ediciones Tacuabé, 2008
FINK, R. Ensinando Música ao Aluno Surdo: perspectivas para a ação pedagógica inclusiva. Tese (doutorado). Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Faculdade de Educação. Programa de Pós-Graduação em Educação, Porto Alegre, 2009.

SACKS, O.  W. Vendo Vozes. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.

Stevie Wonder – I Don’t Know Why – Hollywood Palace 1969.

https://www.youtube.com/watch?v=yQIIfz5rqIg

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