Poema: Noemi N.Ansay
Arte: Carlos Cólect
Mônica Salmasso – Canto em qualquer canto
Canto Em Qualquer Canto
Vim cantar sobre essa terra
Antes de mais nada, aviso
Trago facão, paixão crua
E bons rocks no arquivo
Tem gente que pira e berra
Eu já canto, pio e silvo
Se fosse minha essa rua
O pé de ypê tava vivo
Pro topo daquela serra
Vamos nós dois, vídeo e livros
Vou ficar na minha e sua
Isso é mais que bom motivo
Gorjearei pela terra
Para dar e ter alívio
Gorjeando eu fico nua
Entre o choro e o riso
Pintassilga, pomba, melroa
Águia lá do paraíso
Passarim, mundo da lua
Quando não trino, não sirvo
Caso a bela com a fera
Canto porque é preciso
Porque esta vida é árdua
Pra não perder o juízo
Poema Marítimo: Carlos Coléct
MAR inas,
n.n.a
XVII Hilda Hilst
As coisas que procuro
Não têm nome.
Minha fala de amor
Não tem segredo.
Perguntam-me se quero
A vida ou a morte.
E me perguntam sempre
Coisas duras.
Tive casa e jardim.
E rosas no canteiro.
E nunca perguntei
Ao jardineiro
O porquê do jasmim
– Sua brancura, o cheiro.
Querem-me assim.
Tenho sorrido apenas.
E o mais certo é sorrir
Quando se tem amor
Dentro do peito.
Hilda Hilst
HILST, Hilda. Exercícios. São Paulo: MEDIAfashion, 2012, p. 257.
Rapper finlandês Singmark, surdo se apresenta (com língua dos sinais) em SP
No dia 06 de abril em São Paulo acontece o evento multissensorial para surdos que acontece no MAM (Museu de Arte Moderna).
19 de março – Dia do Artesão
Grupo de Estudos: Arte e Processos Inclusivos na FAP
Conheça e participe do nosso Grupo de Estudos Interdisciplinares sobre Processos Inclusivos no ensino de Arte
https://www.facebook.com/pages/Grupo-de-Estudos-Arte-e-Processos-Inclusivos/109804189190321?ref=hl
Pasión Vega – Rio Abajo
RIO ABAJO
Río abajo buscando el mar
parando en Sanlucar de madrugá,
río abajo va una botella
con un mensaje “pa” quien lo quiera.
En la curva de mi cintura
se duermen mis sueños junto a la luna,
cada noche que tu me quieras
saldrán de mi vida todas las penas.
Dejándose llevar, dejándose llevar,
como mi corazón cuando te va a buscar.
Dejándose llevae, dejándose llevar,
como mi corazón cuando te va a buscar.
Río abajo va una botella
con un mensaje “pa” quien lo quiera.
Bajo el cielo bordado de estrellas
las olas la mecen como una vela.
En las ondas de mi melena
cada mañana tu amor navega,
siempre al ritmo de la marea
mi cuerpo se mece “pa” que lo veas.
Passagem sobe em Curitiba
GRUPO DE ESTUDOS INTERDISCIPLINARES SOBRE PROCESSOS INCLUSIVOS NO ENSINO DE ARTE
GRUPO DE ESTUDOS INTERDISCIPLINARES SOBRE PROCESSOS INCLUSIVOS NO ENSINO DE ARTE
Coordenação:
Profª Rosanny Moraes de Morais Teixeira
O Grupo tem por objetivos:
• Exercitar o debate interdisciplinar tendo como foco o processo inclusivo;
• Fomentar a pesquisa e o interesse no tema inclusão e ensino de arte nos alunos e professores da FAP;
• Estudar com maior aprofundamento questões legais, metodológicas, epistemológicas e psicopedagógicas que envolvem a educação especial, a inclusão e o ensino de arte;
• Sistematizar dados e abordagens de autores relevantes no cenário atual da inclusão e da educação especial contemporânea;
• Apresentar os resultados em eventos da FAP como Encontros de Licenciaturas, Simpósio da FAP ou eventos externos.
Público-alvo:
O grupo é aberto a professores de arte e pessoas interessadas neste tema, egressos e alunos da FAP que queiram contribuir com reflexões a respeito da inclusão.
Período de realização:
18 de março até final de novembro de 2013 – encontros quinzenais.
Dia/Horário/Local:
Segundas-feiras, das 18h às 20h, na Sala 4 – Bloco 2 – FAP
Inscrições:
De 08 a 18 de março de 2013, no Protocolo da FAP
Investimento:
R$ 10,00 (para certificação)
Inteligências Múltiplas
- Resolver problemas cotidianos;
- Diagnosticar novos problemas a resolver;
- Criar alternativas valiosas no próprio âmbito cultural;
Adélia Prado – Com licença Poética
Com licença poética
Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou tão feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
— dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.
Adélia Prado














