Morre Oliver Sacks com 82 anos – Deixa um legado para toda Humanidade

http://www.nytimes.com/2015/08/31/science/oliver-sacks-dies-at-82-neurologist-and-author-explored-the-brains-quirks.html?_r=1


Oliver Sacks, você deixou um legado para toda humanidade, sua sensibilidade como médico e escritor marcou profundamente as neurociências, os estudos sobre música e cérebro, os musicoterapeutas e toda uma geração. Siga ouvindo a canção dos anjos !!!!!!
O neurologista e escritor britânico Oliver Sacks, de 82 anos, morreu neste domingo (30) vítima de câncer, segundo o jornal “The New York Times”. O autor de livros de sucesso ‘Tempo de Despertar’ e ‘O homem que confundiu sua mulher com um chapéu’ morreu em sua casa em Nova York.

Porcos jamais terão asas

 

 

 

 

 

Porcos jamais terão asas

uma frase grita na parede grafitada
no centro de Curitiba:
“Nos porcos não crescerão asas jamais”
parece tão óbvio, tão óbvio, mas não é.
dos porcos pode se esperar tudo,
menos que voem,
sua cabeça triangular, suas patas curtas,
seus dentes afinados, seu pelo encardido,
a sujeira estampada na forma de calúnias e mentiras.
porcos não olham o céu,
míopes, só vem seus interesses escusos,
sua podridão, seu cheiro fétido 
sente-se nos palácios, 
no congresso e nas câmaras,
no suborno, na corrupção e na maldade.
porcos não consideram o povo,
olham com desdem para o próximo,
se acham melhores, mais inteligentes,
dizem com a boca cheia de porcarias:
- Vocês não precisam pensar, nós decidiremos por vocês.
porcos são mestres na arte da dissimulação,
revestem seus discursos de docilidade,
de falsas promessas,
seus olhos têm um brilho malicioso,
de quem ficará impune.
mas é certo que um dia,
eles cairão na cova que cavaram para nós,
porcos não ficarão impunes,
porque porcos jamais terão asas!
jamais terão asas!

n.n.a

 

 

Devaneios de verão

devaneios de verão

diante de um devir incerto:
dissonou, despedaçou
despetalou, definhou,
quase demenciou.

se não fora aquele Sol de verão,
e a força do seu calor,
teria sucumbido,
ao desassossego do seu coração.

n.n.a

Exclusão, Segregação, Integração, Inclusão

Do querido mestre e amigo Paulo Ross. “Aceitar as diferenças não significa revestir o trabalho de docilidade ou de irracionalidade, mas significa aprender com a riqueza dos encontros e das interações entre pessoas. Aceitar as diferenças não comporta a imposição unilateral da vontade nem da razão, mas significa a habilidade de pôr em movimento os talentos de cada um em favor do seu grupo, do trabalho do grupo, que é sinergético, em favor de cada um.”


Texto completo

Posse nova diretoria da Faculdade de Artes do Paraná – Campus II UNESPAR

Parabéns Pierangela Simões ( Direção) e Marcelo Boursheid ( Vice-Direção)


Orquestra Sinfônica de Jerusalém em Curitiba

Com direção musical do maestro Frédéric Chaslin, a Orquestra Sinfônica de Jerusalém, uma das mais renomadas do mundo, estará em Curitiba para uma apresentação única no dia 1º de setembro, no Grande Auditório do Teatro Positivo.  Fundada em 1930, a maioria de seus concertos ocorrem em sua própria sede, o Auditório Henry Crown, e tem sido gravados e transmitidos para o público israelense.

Serviço: Orquestra Sinfônica de Jerusalém

Hotrário: às 21h

Local: Teatro Positivo – Grande Auditório – Rua Professos Pedro Viriato Parigot De Souza, 5300

Roubar a copa do beija-flor – Margaret Atwood

Outrora cobiçava o mundo,
Queria roubar coisas, 
querida roubar muitas coisas.
Nos anos recentes, pouquíssimas.

Mas hoje senti o impulso do furto
se esgueirando de volta aos meus dedos:
Queria roubar a taça do beija-flor.
Se você tivesse a mão grande

e tocasse o polegar no indicador,
essa seria a circunferência.
Se tivesse o olho pequeno,
o beija-flor seria menor.

A taça é de um vermelho escuro,
cor de sangue seco,
e tem uma pena pintada, ou talvez um vento,
ou talvez uma palavra.

O beija-flor é de um azul vivo.
Empoleira-se na borda
e mergulha o bico na taça
bebendo o que costumava haver ali.

Quem a fez?
Para quem foi feita?
Quem verteu o que dentro dela?
Com que prazer?

Se eu apenas pudesse roubar essa taça-
quebrar o estojo de vidro, fugir com ela!
Essa taça cheia de felicidade
que parece o ar
ou fôlego exaurido, ou sombras
num dia sem sol,
que não parece coisa alguma,
que parece o tempo,

que parece o que você quiser.

ATWOOD, M. A porta. Rio de Janeiro: Ricco, 2013.

Solidarity with Palestine’s Deaf Community

Musicians without Borders are using music to empower deaf people and build solidarity between the hearing and deaf communities of the West Bank, where around 5% of the population is deaf or hard of hearing.

Minha querida amiga palestina Halimeh Sarabtah Deaf aparece no vídeo

Maria


Maria 


Tentou esconder os cabelos brancos
as rugas e a pele flácida
atrás dos lábios vermelhos e do perfume barato
vendeu o corpo e a alma, por menos de 10 reais.

 Perdeu as contas de quantas vezes apanhou
 de quantas lágrimas chorou
 de quantas vezes desejou ser amada
 esqueceu seu nome e os da sua parentela. 


 Já vivia o inferno aqui mesmo na terra
 as mulheres cuspiam nela
 os homens usavam e abusavam
 nem conseguia mais contar suas feridas.


Esqueceu o que significava
amar a si, a Deus e ao próximo
entregou-se ao veneno
que a matava a cada picada.


Quando não havia mais esperança
foi arrastada como um cão
chegou a hora do fim
morreria ali mesmo, apedrejada.


Pelo canto dos olhos,
viu seus acusadores
e mais adiante o homem-Deus
que escrevia no chão.


Ele, sem hesitar, condenou a todos:
– O primeiro que não tiver pecado
jogue a primeira pedra,
todos silenciaram e saíram.


Escapara por um fio
ainda zonza, ouviu uma voz:
– Nem eu te condeno, vai e não peques mais.


Ela,  juntou seus cacos e seus trapos,
antes de seguir seu caminho
olhou o que Ele escrevia: 
M A R I A, siga em PAZ.

n.n.a 



Foto: Maria, uma viciada que trabalha como prostituta em Kryvyi Rig (Ucrânia), é protagonista da foto vencedora na categoria ”Contemporary Issues Singles”. A imagem foi tirada por Brent Stirton da África do Sul
http://www.reparei.com/?p=7948

Rotas do Coração

saatchionline.com

coração corado compartido
carente coração comovido
comportado conturbado coração
coração calejado caquético
caprichoso coração cauteloso
constrangido camuflado coração
coração calcificado contrariado
cataléptico coração catártico
cantante caloroso coração

n.n.a

“Ao coração quebrantado e contrito Tu não desprezarás oh, Deus”.


Curitiba/ Ipê Amarelo/ UFPR/ Poesia #curitiloverer

Ipê amarelo

Árvore cascuda,
de longe te avisto,
altaneira e frondosa,
exibe o luxuriante amarelo da vida,
forra o chão da praça em ouro,
tão lindo de se ver.

Meus olhos são atraídos
para a exuberância dos teus galhos,
para a madeira nobre do teu tronco,
para abundância de tuas florzinhas
que chovem como pó de ouro
encharcando de vida os olhos meus.

Noemi N. ANSAY


imagem: @reneevolpato

Missão Impossível 5 faz menção a Obra de Puccini – Turandot

O filme é ótimo, adrenalina do começo ao fim, além disso, fazem menção a obra de Puccini  a ópera Turandot, a trilha sonora é muito boa !

A criança ferida – Margaret Atwood

A criança ferida

A criança ferida vai mordê-lo.
A criança ferida vai se tornar
uma criatura assustadora
e mordê-lo mesmo onde você está.

A criança ferida verá a pele se formar
sobre o ferimento que recebeu você
– recebeu não, por que o ferimento
não é um presente, um presente é aceito
livremente, e a criança não teve escolha.

Ela vai formar uma pele sobre o ferimento,
o ferimento acumulado, o ferimento que atravessa gerações
e que você extraiu com forças de si mesmo feito uma bala
e implantou na carne da criança –
uma pele um couro um pelo
uma crosta escaldada,
e dentes afiados de peixe
como os de um bebê deformado –
e vai mordê-lo

e você vai dizer que não vale
como é o seu hábito
e haverá uma luta
porque você vai tirar a luta da caixa
com o rótulo Lutas que guarda com tanto cuidado
para as emergências, e esta é uma delas,
e a criança ferida perderá a luta
e irá cambaleando
para os subúrbios, e causará
pânico nas drogarias e estrago
nos churrascos
e eles dirão Ajudem ajudem um monstro
e saíra no noticiário

e ela será caçada
com cães, e deixará um rastro
de cabelo, pelo, escamas e dentes de leite, e lágrimas
de onde foi rasgada
com vidro quebrado e coisas do tipo

e vai se esconder em canos de esgoto
em depósitos de ferramentas, debaixo de arbustos,
lambendo sua ferida, sua raiva,
a raiva que recebeu de você
e vai se arrastar até o poço

o lago o riacho o reservatório
porque tem sede
porque é monstruosa
com sua sede feroz
que parece toda coberta de espinhas

e os cães e caçadores vão encontrá-la
e ela ficará encurralada
e uivará sobre injustiças
e vão rasgar seu corpo e abri-lo
e vão comer seu coração
e todos darão vivas,
Graças a deus acabou !

E seu sangue escorrerá para dentro d’água
e você vai bebê-lo todos os dias.

ATWOOD, Margaret. A porta.  Rio de Janeiro: Ricco, 2013. p. 77,78

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