

Porcos jamais terão asas
uma frase grita na parede grafitada no centro de Curitiba: “Nos porcos não crescerão asas jamais” parece tão óbvio, tão óbvio, mas não é. dos porcos pode se esperar tudo, menos que voem, sua cabeça triangular, suas patas curtas, seus dentes afinados, seu pelo encardido, a sujeira estampada na forma de calúnias e mentiras. porcos não olham o céu, míopes, só vem seus interesses escusos, sua podridão, seu cheiro fétido sente-se nos palácios, no congresso e nas câmaras, no suborno, na corrupção e na maldade. porcos não consideram o povo, olham com desdem para o próximo, se acham melhores, mais inteligentes, dizem com a boca cheia de porcarias: - Vocês não precisam pensar, nós decidiremos por vocês. porcos são mestres na arte da dissimulação, revestem seus discursos de docilidade, de falsas promessas, seus olhos têm um brilho malicioso, de quem ficará impune. mas é certo que um dia, eles cairão na cova que cavaram para nós, porcos não ficarão impunes, porque porcos jamais terão asas! jamais terão asas! n.n.a
Do querido mestre e amigo Paulo Ross. “Aceitar as diferenças não significa revestir o trabalho de docilidade ou de irracionalidade, mas significa aprender com a riqueza dos encontros e das interações entre pessoas. Aceitar as diferenças não comporta a imposição unilateral da vontade nem da razão, mas significa a habilidade de pôr em movimento os talentos de cada um em favor do seu grupo, do trabalho do grupo, que é sinergético, em favor de cada um.”

Com direção musical do maestro Frédéric Chaslin, a Orquestra Sinfônica de Jerusalém, uma das mais renomadas do mundo, estará em Curitiba para uma apresentação única no dia 1º de setembro, no Grande Auditório do Teatro Positivo. Fundada em 1930, a maioria de seus concertos ocorrem em sua própria sede, o Auditório Henry Crown, e tem sido gravados e transmitidos para o público israelense.
Serviço: Orquestra Sinfônica de Jerusalém
Hotrário: às 21h
Local: Teatro Positivo – Grande Auditório – Rua Professos Pedro Viriato Parigot De Souza, 5300
Musicians without Borders are using music to empower deaf people and build solidarity between the hearing and deaf communities of the West Bank, where around 5% of the population is deaf or hard of hearing.
Perdeu as contas de quantas vezes apanhou
de quantas lágrimas chorou
de quantas vezes desejou ser amada
esqueceu seu nome e os da sua parentela.
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coração corado compartido
carente coração comovido
comportado conturbado coração
coração calejado caquético
caprichoso coração cauteloso
constrangido camuflado coração
coração calcificado contrariado
cataléptico coração catártico
cantante caloroso coração
n.n.a
“Ao coração quebrantado e contrito Tu não desprezarás oh, Deus”.
Ipê amarelo
Árvore cascuda,
de longe te avisto,
altaneira e frondosa,
exibe o luxuriante amarelo da vida,
forra o chão da praça em ouro,
tão lindo de se ver.
Meus olhos são atraídos
para a exuberância dos teus galhos,
para a madeira nobre do teu tronco,
para abundância de tuas florzinhas
que chovem como pó de ouro
encharcando de vida os olhos meus.
Noemi N. ANSAY
Trilha sonora para escrever !!!!

O filme é ótimo, adrenalina do começo ao fim, além disso, fazem menção a obra de Puccini a ópera Turandot, a trilha sonora é muito boa !
A criança ferida
A criança ferida vai mordê-lo.
A criança ferida vai se tornar
uma criatura assustadora
e mordê-lo mesmo onde você está.
A criança ferida verá a pele se formar
sobre o ferimento que recebeu você
– recebeu não, por que o ferimento
não é um presente, um presente é aceito
livremente, e a criança não teve escolha.
Ela vai formar uma pele sobre o ferimento,
o ferimento acumulado, o ferimento que atravessa gerações
e que você extraiu com forças de si mesmo feito uma bala
e implantou na carne da criança –
uma pele um couro um pelo
uma crosta escaldada,
e dentes afiados de peixe
como os de um bebê deformado –
e vai mordê-lo
e você vai dizer que não vale
como é o seu hábito
e haverá uma luta
porque você vai tirar a luta da caixa
com o rótulo Lutas que guarda com tanto cuidado
para as emergências, e esta é uma delas,
e a criança ferida perderá a luta
e irá cambaleando
para os subúrbios, e causará
pânico nas drogarias e estrago
nos churrascos
e eles dirão Ajudem ajudem um monstro
e saíra no noticiário
e ela será caçada
com cães, e deixará um rastro
de cabelo, pelo, escamas e dentes de leite, e lágrimas
de onde foi rasgada
com vidro quebrado e coisas do tipo
e vai se esconder em canos de esgoto
em depósitos de ferramentas, debaixo de arbustos,
lambendo sua ferida, sua raiva,
a raiva que recebeu de você
e vai se arrastar até o poço
o lago o riacho o reservatório
porque tem sede
porque é monstruosa
com sua sede feroz
que parece toda coberta de espinhas
e os cães e caçadores vão encontrá-la
e ela ficará encurralada
e uivará sobre injustiças
e vão rasgar seu corpo e abri-lo
e vão comer seu coração
e todos darão vivas,
Graças a deus acabou !
E seu sangue escorrerá para dentro d’água
e você vai bebê-lo todos os dias.
ATWOOD, Margaret. A porta. Rio de Janeiro: Ricco, 2013. p. 77,78