Minha Irmã Finlandesa

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Minha Irmã Finlandesa

para Mari Suoheimo

Sim, a contragosto

aprenderei novamente

a ressignificar a palavra saudades.

 

Essa nostalgia que chega de mansinho,

uma mistura fina de tristeza e alegria,

e que vai ocupando todos os espaços.

 

Hoje, não há o que dizer,

só ficará o vazio da sua presença

um dia nublado, tão comum em Curitiba.

 

Nas memórias de curta e longa duração,

ficarão as lembranças do partilhar a vida,

os dias de sol e chuva,

 

As viagens, as refeições,

dias de Natal e aniversários,

imagens, sons e aromas.

 

Seus olhos tão azuis e brilhantes,

seus cabelos tão clarinhos,

sua natureza nórdica, silenciosa e fina.

 

Sempre achei curioso,

que em você o minimalismo,

ocupasse tantos espaços.

 

Sim, preenchias o tempo e o lugar,

com seus gestos de carinho,

com seu sorriso de menina.

 

Sua devoção as artes,

ao cozinhar, as flores,

aos amigos e estudantes.

 

Sei, que deixas aqui um pedaço de ti,

peço que também nos leve na bagagem e no coração,

aprendemos com tudo nesta curta passagem pela terra dos viventes.

 

Seremos irmãs para sempre,

se não de sangue e de idioma,

mas de alma e coração.

 

Gratidão para sempre,

Kitos, Kitos, Kitos.

Noemi N. Ansay

06/09/2017

A Ruiva

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A Ruiva

 

Tudo nela era ruivo,

rubro da cor de um poente,

o caminhar era coral,

o olhar purpúreo,

mãos e pés  tinham tons avermelhados,

e nossa amizade lembrava todos os tons de vermelhos:

do carmim, granza, alizarina, carmesim, solferino até o escarlata.

Hoje,  se nenhum ruivo e ruiva passam desapercebidos diante dos meus olhos

a culpa é só dela, minha querida amiga de infância,

Viviane: “aquela que é ruiva e cheia de vida”.

( Noemi N. Ansay)

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Quando eu tinha 11 anos, fui estudar no Colégio Estadual Pedro Macedo, no Portão, lá encontrei uma grande amiga, Viviane, com quem partilhei minhas alegrias e tristezas de adolescente. Frequentava sua casa e ela a minha, escutávamos músicas em fitas cassete, ensaiávamos coreografias e estudávamos juntas. Admirava sua força, coragem, inteligência e seus lindos cabelos ruivos. O tempo passou e hoje, depois de 33 anos nos reencontramos, compartilhamos nossas alegrias como mães, nossos desafios profissionais, relembramos nossos professores e amigos. Não tenho palavras para agradecer esse momento e admirar a importância que os amigos e amigas têm em nossas vidas. —  sentindo-se agradecida .

26/09/2017

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