Anais do XV Fórum Paranaense de Musicoterapia


6- Atendimentos de Musicoterapia em uma Instituição de Ensino Superior na cidade de Curitiba: articulação entre ensino, pesquisa e extensão – Clara Marcia Piazzetta, Noemi Nascimento Ansay e Sheila Volpi. clique aqui

15- A música no cotidiano de pessoas surdas na Cidade de Curitiba – Noemi Ansay, Rita Maestri e Aldemar Costa clique aqui

Por JUSTIÇA e PAZ no BRASIL !!!!!

Curitiba – foto Marcos Xreda- 17/06/2013

POR JUSTIÇA E PAZ !!!! ”

“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados! “

“Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus!”
Mateus 5: 6/9

No muro das lamentações e Jerusalém

QUE LINDO !!!!!!!

Meu irmão Heber Nascimento Suoheimo no Muro das Lamentações  e Jerusalém.

  
“….o meu “destino” não é dado, mas é algo que precisa ser feito e de cuja responsabilidade não posso me eximir.”

Paulo Freire ( Pedagogia da Autonomia, 1996)

XV Fórum de Musicoterapia

Apresentação de Trabalho com a Fernanda Franzoni

Professoras da FAP – Musicoterapia

Fórum
Profª Martha Negreiros ( UFRJ), tradução da palestra para Libras.
Apresentação de trabalho ” A música no cotidiano de pessoas surdas.”
Sorri+ Dente= Sorridente
Apresentação de Trabalho.
“Música no cotidiano de pessoas surdas”

XV Fórum Paranaense de Musicoterapia

Passeio no Mercado Municipal, parada obrigatória para um cafezinho.

Musical: Mundo das Fadas, maravilhoso !!!!!!
Apresentação de trabalhos sobre o Centro de estudos e atendimento de Musicoterapia – CAEMT
Gralha Azul – bichinho do Paraná

Profª Martha Negreiros e Clara

Brilhante apresentação da Profª Martha Negreiros ( UFRJ)
Arranjos para o evento.

Mônica Salmaso – Canção IX Poema Hilda Hilst – musicado por Zeca Baleiro

Mônica Salmaso – Canção IX



Poema: Dor

DOR


Olho a dor,
ela também olha pra mim,
desconfiada  e tinhosa ,
não cede fácil,
não vai embora, não diz adeus.


Mora bem dentro de mim,
é intransferível,
uma senhora exigente,
não aceita respostas prontas
e conselhos de quem não a conhece bem de perto.


Como não posso fugir dela,
resolvi morrendo de medo,
encará-la de frente,
investigá-la,
sondá-la.


E para quem um dia pensou,
que o mundo era perfeito,
asséptico, 
foi bem difícil aceitar
que existem perguntas sem respostas.


Parei de brigar,
resolvi com certo incômodo  acolhê-la,
era tão incompreendida por todos,
a abracei,
me abracei.


Num gesto desesperado,
senti suas lágrimas correrem pela face,
ouvi seu pedido  sussurrante de socorro,
o inconformismo que lhe revirava as entranhas,
segurei suas mãos tremulas e cheias de cicatrizes.


–  Demora muito tempo (me disse baixinho)
talvez não chegue uma vida inteira,
para compreender o sentido da vida
suas alegrias, dores,
renúncias e  ausências.


Abaixei os olhos,
chorei,
e disse comigo mesma:
– És sábia, senhora dor,
não posso e não consigo,
entender meu mundo interior,
que dirá o exterior.


Depois dessa conversa,
calei a boca e a alma,
ao menos por um instante.


n.n.a

Passaredo – Chico Buarque

                                                      Foto em Israel – Heber Nascimento

Sinfônico

silvam sábias, sanhaços, saurás,

savacus, surucuás, saripocas,

suiriris, suimangas, saracuras,

sauveiros, serecóias, socós

seriemas, supis, surucuás,

soldadinhos, sargentos, sinhás,

socoí, sem-fins, solta-asas,

Sofrês, sofrês…de saudades.

n.n.a

* todos os nomes do poema são de pássaros brasileiros

Chico Buarque – Uma Palavra

Uma Palavra
Chico Buarque

Palavra prima
Uma palavra só, a crua palavra
Que quer dizer
Tudo
Anterior ao entendimento, palavra

Palavra viva
Palavra com temperatura, palavra
Que se produz
Muda
Feita de luz mais que de vento, palavra

Palavra dócil
Palavra d’agua pra qualquer moldura
Que se acomoda em balde, em verso, em mágoa
Qualquer feição de se manter palavra

Palavra minha
Matéria, minha criatura, palavra
Que me conduz
Mudo
E que me escreve desatento, palavra

Talvez à noite
Quase-palavra que um de nós murmura
Que ela mistura as letras que eu invento
Outras pronúncias do prazer, palavra

Palavra boa
Não de fazer literatura, palavra
Mas de habitar
Fundo
O coração do pensamento, palavra

Poema: Brisa

Uma brisa quente,
com frequencia,
aquece minha  pele,
transpassa os poros,
penetra por músculos, 
artérias e veias,
chega aos ossos da memória,
Então, me escondo no canavial,
me atiro contra o muro,
me enterro na terra,
e fico por horas e horas
escutando semibreves pontuadas 
e breves que não tem fim.
n.n.a

Música e Saúde no Programa Bem – Estar TV Globo

http://g1.globo.com/bem-estar/videos/t/edicoes/v/trabalho-de-musicalizacao-infantil-ajuda-no-desenvolvimento-de-criancas-autistas/2618500/

http://g1.globo.com/bem-estar/videos/t/edicoes/v/musica-estimula-conexoes-cerebrais-e-reacao-e-muito-pessoal/2618542/

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