Poema: Virose


Virose

Maldita virose,
atingiu-me em cheio,
foram sequências de golpes:
jabes, diretos e cruzados,
fui a nocaute já no primeiro assalto.
Garota má,
açoitou-me com calafrios dos pés a cabeça.
e na queda de braço, perdi.
Fui dominada por vertigens, enjoos  e  febre,
prostrada na cama,
não tinha ânimo pra nada.
Nunca almejei tanto, um bom chá de boldo,

um analgésico e uma dose generosa de Plasil.


n.n.a

Jerusalém, cidade perfumada

JERUSALÉM, CIDADE PERFUMADA

Cidade Santa, cercada de montanhas,
conheces de perto a dor e a destruição,
por tuas ruelas caminham povos,
gente de todas as partes,
de todas as línguas e crenças.

Adornada, segura de quem és,
seu alicerce é de ouro,
suas vestes cheiram mirra,
és a mais perfumada,
a mais linda flor do deserto.

Queria pousar meus olhos sobre ti,
sentir o aroma que sobe das ruas até o cume dos montes,
o perfume das oliveiras,
da canela, da noz, do cravo,
a mistura  de páprica, açafrão e zattar.

Jerusalém, Jerusalém:
a Cidade do Livro Sagrado,
a Cidade das Doze Tribos,
o Oásis da Paz,
a Cidade do Alto,
a Cidade do Muro,
a Cidade do Messias,
a Casa do Deus Altíssimo.


Orem pela paz de Jerusalém: “Vivam em segurança aqueles que te amam!
Salmos 122:6

Faces de Israel e da Palestina

Mulheres do exército

Meu irmão Heber
Muro das lamentações em Israel

Fotos: Heber Nascimento Suoheimo na Palestina

Lançamento nas Livrarias Curitiba

Mulheres que fazem: Silvia Andreis, Rita Maestri, Lilian Anna, Mari Suoheimo

Um dia chega a primavera…

Provença – França

quem me dera
até para a flor o vaso
um dia chega a primavera

Paulo Leminski

Poesia em Libras: Soneto da Fidelidade Vinícius de Morais

Vinicius de Moraes, “Antologia Poética”, Editora do Autor, Rio de Janeiro, 1960, pág. 96.

Poema: Filho Amado


Filho Amado

Bastou uma semente no útero aquecido e fértil,
a vida germinou,
nasceu linda, exuberante e doce.
Cresceu, agigantou-se e
num esforço descomunal,
veio ao mundo.
Um filho, fruto da dor e do amor,
nasceu nu, indefeso,
precisava de cuidados,
tinha os olhos brilhantes do pai,
de um castanho que lembrava
o tronco das árvores, 
a terra de campos,
e tinha a pele macia 
como um pêssego.
Era um menino sentimental,
que amava as letras,
andava com o dicionário a tiracolo.
Tornou-se um erudito,
o orgulho dos seus pais,
um formoso arvoredo,
cheio de flores e frutos,
trouxe um pouco de sossego
à corações cansados,
alento e paz a quem
tanto precisava.

n.n.a

Lançamento do livro na Faculdade de Artes do Paraná

Lançamento do Livro: Ciranda das Letras: a Poética do Alfabeto na Faculdade de Artes do Paraná

Rita de Cássia Maestri, psicóloga e linguista surda, fez a tradução dos poemas para Libras. Minha grande amiga !!!!
Amada Ana Paula, lendo o poema do “Q”

Mostra  das ilustrações do Livro.
Palestras na FAP
Rafaelle, querida sobrinha
Hall da FAP
Livro e DVD
Autógrafos
Querida amigas, professoras da FAP

Equipe maravilhosa: Rita e Mari Suoheimo

Campeonato Paranaense Caixa Adulto 2013 em Maringá

Foto: Campeonato Paranaense Caixa Adulto 2013

Nicolle N . Ansay 2º lugar revesamento 4×100 e 4º nos 800 metros.

A poética do Alfabeto : Efforescentia

Efflorescentia
Ébrio com a emanação de Edelvais,
endoideceu no equinócio da primavera,
empalideceu em meio aos embates,
esmerou-se por encontrar encorajamento,
iria encontrá-la, esplêndida no Éden
esqueceria os engasgos e a escuridão,
esperaria extasiado o enevoar
de um entardecer esplendoroso. 

n.n.a

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