Margens e Frestas é uma envolvente coletânea de poesias que transporta o leitor para as paisagens e experiências profundas da vida cotidiana e da natureza brasileira. Noemi Ansay tece narrativas que capturam a essência das comunidades rurais e costeiras do Brasil, revelando o cotidiano de famílias, caçadores e pescadores, enquanto celebra as ricas tradições culturais caiçaras. Somos também guiados para outras paisagens como o Chile, Canadá e Japão, criando um mosaico cultural que aborda desde a beleza do teatro Noh, até os desafios contemporâneos e as crises sociais. Com uma linguagem rica em metáforas e imagens sensoriais, Margens e Frestas é um tributo à conexão entre o ser humano e a natureza, e uma profunda reflexão sobre as histórias que moldam nossa vida.
Domingo da Paixão: celebração do Príncipe da Paz e a multidão que clama por salvação.Text reflecting the significance of Quinta-feira Santa, emphasizing themes of humility and service.Reflections on Good Friday: A poetic message of moving forward without regrets.Poetic reflection on hope and resurrection during Easter Saturday.Reflections on the significance of Easter Sunday, highlighting the divine and human nature of God.
“El territorio de la poesía es el único territorio, junto con el dolor, en donde aún es posible perderse, en donde aún es posible encontrar fórmulas maravillosas (o mejor dicho la mitad mitad de una fórmula), y en donde uno, consciente o no, pone en juego su vida.”
AMANECER Créeme, estoy en el centro de mi habitación esperando que llueva. Estoy solo. No me importa terminar o no mi poema. Espero la lluvia, tomando un café y mirando por la ventana un bello paisaje de patios interiores, con ropas colgadas y quietas, silenciosas ropas de mármol en la ciudad, donde no existe el viento y a lo lejos sólo se escucha el zumbido de televisión en colores, observada por una familia que también, a esta hora, toma café reunida alrededor de una mesa: créeme: las mesas de plástico amarillo se desdoblan hasta la línea del horizonte y más allá: hacia los suburbios donde construyen edificios de departamentos, y un muchacho de 16 sentado sobre ladrillos rojos contempla el movimiento de las máquinas. El cielo en la hora del muchacho es un enorme tornillo hueco con el que la brisa juega. Y el muchacho juega com ideas. Con ideas y com escenas detenidas. La inmovilidad es una neblina transparente y dura que sale de sus ojos. Créeme: no es el amor el que va a venir, sino la belleza con su estola de albas muertas.
AMANHECER Creia-me, estou no centro de minha casa esperando que chova. Estou só. Não me importa terminar ou não meu poema. Espero a chuva, tomando um café e olhando pela janela uma bela paisagem de pátios internos, com roupas penduradas e imóveis, silenciosas roupas de mármore na cidade, onde não existe o vento e ao longe só se escuta o zumbido da televisão em cores, assistida por uma família que também, a esta hora, toma café reunida em volta de uma mesa: creia-me: as mesas de plástico amarelo se estendem até a linha do horizonte e mais além: até os bairros distantes onde se constroem edifícios de apartamentos, e um garoto de 16 sentado sobre ladrilhos vermelhos contempla o movimento das máquinas. O céu na hora do garoto é um enorme parafuso oco com quem a brisa brinca. E o garoto brinca com ideias. Com ideias e com cenas congeladas. A imobilidade é uma neblina transparente e dura que sai de seus olhos. Creia-me: não é o amor que vai chegar, mas a beleza com sua estola de alvoradas mortas.
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POETA CHINO EN BARCELONA Un poeta chino piensa alrededor de una palabra sin llegar a tocarla, sin llegar a mirarla, sin llegar a representarla. Detrás del poeta hay montañas amarillas y secas barridas por el viento, ocasionales lluvias, restaurantes baratos, nubes blancas que se fragmentam.
POETA CHINÊS EM BARCELONA Um poeta chinês pensa ao redor de uma palavra sem chegar a tocá-la, sem chegar a olhá-la, sem chegar a representá-la. Atrás do poeta há montanhas amarelas e secas varridas pelo vento, chuvas ocasionais, restaurantes baratos, nuvens brancas que se fragmentam.