Dica d Professora Tânia Baibich

Os editores da Revista Super interessante, em um gesto incomum, liberaram, para leitura e consulta, o conteúdo das edições de 1988 a 2006.
http://super.abril.com.br/super2/superarquivo/
Aproveitem e boa leitura.
Dica d Professora Tânia Baibich

Os editores da Revista Super interessante, em um gesto incomum, liberaram, para leitura e consulta, o conteúdo das edições de 1988 a 2006.
http://super.abril.com.br/super2/superarquivo/
Aproveitem e boa leitura.
Encontrei este blog da CRISTINA HERNÁNDEZ AMO (todacandy@hotmail.com)
Dêem um olhadinha…é ótimo.
http://www.todosobrelasordera.blogspot.com/
Noemi
http://www.uel.br/eventos/seminariosurdez/
http://www.uel.br/eventos/seminariosurdez/
Estou viajando hoje as 23:58…
O Senhor te ouça no dia da angústia; o nome do Deus de
Jacó te proteja.Envie-te socorro do seu santuário, e te sustenha de
Sião.Lembre-se de todas as tuas ofertas, e aceite os teus
holocaustos.Conceda-te conforme o desejo do teu coração, e cumpra
todo o teu desígnio.Nós nos alegraremos pela tua salvação, e em nome do
nosso Deus arvoraremos pendões; satisfaça o Senhor todas as tuas
petições.Agora sei que o Senhor salva o seu ungido; ele lhe responderá lá do
seu santo céu, com a força salvadora da sua destra.Uns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós
faremos menção do nome do Senhor nosso Deus.Uns encurvam-se e caem, mas nós
nos erguemos e ficamos de pé.Salva-nos, Senhor; ouça-nos o Rei quando
clamarmos.
PAZ
Aquieta-se em mim uma água profunda,
Cercada de píncaros que crescem para Deus.
1986
Para os dias frios deste início de outono em Curitiba….
“Como o vento está forte hoje, esmurrando as vidraças das janelas com seus grandes punhos macios e imponentes… Esse é exatamente o tipo de outono que sempre gostei, com o tempo claro e tempestuoso.”
“Embora fosse outono e não verão, o sol dourado-escuro e as sombras acentuadas, compridas e esguias como ciprestes derrubados, eram os mesmos, e havia aquela mesma sensação de que tudo estava encharcado e reluzente, e também as mesmas cintilações de um azul-ultramarino pairando sobre o mar.”
“De repente uma rajada de vento varreu a praia, levantando uma fina camada de areia; depois atingiu o mar, criando mil caquinhos metálicos na superfície da água. Estremeci. Não de frio, mas como se algo tivesse passado por mim; algo silencioso, rápido, irresistível. Os dois viraram e saíram andando na direção dos destroços do naufrágio.”
Consultório
O doente quis ajudar o diagnóstico.
Contou coisas antigas,
íntimas,
minuciosas.
O médico sacudia a cabeça,
um pouco distraído.
O doente voltou a contar.
Pôs uma vírgula que faltava.
Tirou lá de um canto da memória
Um pormenor que ficara na sombra.
O médico sacudia a cabeça.
No seu dedo, a esmeralda resplandecia.
Do tamanho de um grão de milho.
E luminosa como um domingo ao ar livre.
O doente acabara a narrativa.
A confissão.
Era um doente bem-intencionado.
Um homem de consciência.
O médico levantou-se e disse:
“Muito bem. Aqui o aparelho é que vai falar a verdade.”
E começou a copiar os sinais que a máquina ditava.
A máquina sabia mais que o doente.
A máquina sabia mais que o médico.
A máquina sabia mais que a vida.
A máquina sabia mais do que Deus.
Cecília Meireles.
MEIRELES, Cecília. Poesia Completa, volume 3, p.195. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997

“Memento, homo, quia pulvis es et in pulverem reverteris”
(Lembra-te, homem, que és pó e em pó tornarás)
Humano orgânico,
com suas vísceras à mostra, suas raízes expostas,
seus dedos subterrâneos agarradas ao útero da terra.
Plantado e fixo em um ponto, um lugar do planeta.
Desesperado e dependente da luz do sol, da luz celeste.
Faminto e desesperado por justiça e equidade.
Humano insaciável,
que deseja a imensidão do mar,
que almeja as asas de Ícaro,
que deseja voar, feito passarinho.
que deseja o inatingível, o inacessível
que busca a inocência perdida, o jardim do Éden.
Humano indefeso,
dependente e frágil neonato.
Que começa a morrer logo ao nascer.
Com seus bilhões de células vivas,
com um cérebro cheio de nós, fissuras e dobras.
Humano: totalidade de corpo, alma e espírito.
Humano…
com cabelos desgrenhados ao amanhecer,
com suas dores e odores, sua boca amarga e seca,
com seus olhos cansados e mãos suadas,
com rugas impressas no rosto,
com sua alma em pedaços.
Humano…
com cabelos enfeitados de estrelas,
com mãos carregadas de pérolas e brilhantes
e pés adornados de lírios,
vestido do ouro da realeza,
de pedras preciosas, turmalinas e esmeraldas
Cheio de razões e boas intenções.
Humano….
Tantas vezes desumano….
Que sente demais ou de menos…
Que ama demais ou de menos…
Que come demais ou de menos…
Indiferente a dor do próximo.
Que consome cada vez mais, para sufocar sua dor maior.
Humano que habita nas trevas,
que fica na beira do abismo,
que perde o rumo, a estribeira e a eira da vida,
que não quer, nem busca ser consolado.
que navega perdido em redes virtuais,
que procura uma luz no fim do túnel.
Humano…
que busca a verdade,
que deseja o divino, o espiritual, o celestial.
Que carece de misericórdia, piedade e perdão.
Humano, humano, humano…
Quando findará sua dor, quando encontrarás a paz?
“Deus tenha piedade de nós,
homens e mulheres pecadores,
famintos, sedentos, nus e pobres.
Indiferentes, egoístas, individualistas,
Miseráveis humanos…
Deus tenha piedade de nós”
“Agnus Dei,
qui tollis peccàta mundi;
miserère nobis.
Agnus Dei,
qui tollis peccàta mundi;
dona nobis pacem.”
N.N.A 26/04/2008
Mire e veja:
O importante e bonito do mundo é isto:
Que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas, mas que elas vão sempre mudando. Afinam e desafinam.Verdade maior, é o que a vida me ensinou.
Guimarães Rosa
De Carne e Osso.
Feito de carne e osso,
de osso e carne.
Demasiadamente humano.
Demasiadamente orgânico.
Um amontoado de carne e ossos,
desfilando no palco da vida.
Movimentando-se e locomovendo-se
como fantoches inanimados.
Carne pulsante e viva.
Ossos unidos por juntas.
Carne coberta de pele.
Ossos rígidos o ocos.
Ossos que se esfarelam.
Carne que se atrofia.
Ossos que envelhecem.
Carne que apodrece.
Ossos e carne,
ambos destinados ao túmulo.
Que ao nascer
já começa a envelhecer.
Até que a morte,
a inevitável morte,
chega e se apossa
desta carne e ossos,
ossos e carne.
Morte de sonhos.
Morte de planos.
Morte da visão.
Milhares e milhares de ossos espalhados
na terra faminta e nua.
Cemitério de ossos e de sonhos.
Terra da morte.
Vale de ossos secos.
Quem nos fará reviver?
Quem nos fará sonhar novamente?
Quem nos fará ver o céu estrelado?
Quem nos fará sentir o perfume das rosas?
Ouve-se um som,
um vento,um sopro celeste,
Vento do Espírito,
soprando dos quatro cantos da Terra.
Um rebuliço
começa a inrromper.
Ossos começam a ranger,
vão unindo-se,
e sobre os ossos
crescem peles e nervos.
Forma-se um novo ser, uma nova vida.
Em suas narinas
é soprado o Espírito de Deus
Nova criatura.
Não mais ossos secos.
Não mais um vale de ossos secos.
Agora um vale cheio de vida, de esperanças.
Vale cheio de rosas e lírios.
Vale da liberdade, do amor, dos sonhos.
N.N.A.
Ezequiel 37: 1-14
“O Senhor é um alto refúgio para o oprimido,
um alto refúgio em dias de angústia.
Em Ti confiarão os que conhecem teu nome,
porque tu, Senhor, nunca desamparaste os que te buscam. “
“Tu dominas o revolto mar,
qundo se agigantam as suas ondas,
Tu as acalmas.”
Salmo 89.9