“A mente humana, uma vez ampliada por uma nova idéia, nunca mais volta ao seu tamanho original”.

Oliver Wendell Holmes

Emo Chips


Ilustração Fábio Belem….quer ver mais olha o blog dele, é demais….
binhobelem.blogspot.com

Dia Internacional das Mulheres



Dia Internacional da Mulher

Você sabe por que nós mulheres temos um dia só nosso?

Você sabe por que em todo o mundo é comemorado esse dia?

Pois bem; o dia internacional da mulher deu-se inicio no ano de 1857 em Nova York, onde um grupo de mulheres protestavam para obterem melhores condições de trabalho nas indústrias, elas exigiam melhores salários, diminuição da carga horária, que muitas vezes ultrapassavam 12 horas e também o direito ao voto. Muitas conquistas já aconteceram , mas infelizmente ainda presenciamos muitas injustiças sendo cometidas contra as mulheres em todo mundo e cabe a cada pessoa e as políticas públicas romper com os velhos estigmas e preconceitos e criar mecanismos para superação de tal situação.

Hoje vemos mulheres trabalhando, estudando e atuando em todos os segmentos da sociedade, sem perder o charme e as características femininas.

Portanto, dia 08 de março, não é apenas mais um dia, é sim o dia em que lembraremos para sempre, dessas mulheres que batalharam por cada uma de nós.

Ser Mulher é Maravilhoso !!!!!!!!

Deus nos fez Especiais, somos amadas do Senhor.

Feliz dia das Mulheres

Foto:Mari Suoheimo

Dicas para professores de Surdos

Estratégias de trabalho para sala de aula.

Para o D. A.(deficiente auditivo)

*Sentar em uma posição da sala que permita ter uma boa visibilidade (do quadro, do professor e dos colegas).
*Verificar se o aluno está usando o aparelho auditivo.
*Falar sempre de frente para o aluno, nunca de costas.
*Não exagerar na articulação das palavras, falar pausadamente e sem colocar as mãos a frente da boca.
*Fazer registros escritos no quadro, garantir ao aluno surdo informações objetivas e claras.
*“Usar e abusar” de recursos visuais, dar pistas visuais, ilustrar as aulas.(desenho, vídeo, cartazes, folhetos, internet e outros).

Para Surdos

*O intérprete é um mediador e não o professor do aluno surdo.
*Valorizar a Libras, promovendo práticas de ensino de sinais durante as aulas,
(o próprio aluno pode ensinar para os demais colegas).
*Ensino do alfabeto manual para todos os alunos.
*Emprego de glossários, listas de palavras, dicionário visual.
*“Usar e abusar” de recursos visuais (slides, transparências, desenhos, cartazes, diagramas, mapas, esquemas, fotos e outros)
*Leituras de materiais escritos significativos e não frases ou palavras soltas.
*Fazer adaptações curriculares quando houver necessidade.
*Garantir o acesso e permanência do aluno na escola.
*Havendo necessidade os critérios de avaliação devem ser diferenciados.
*Recados e informações devem ser registrados através da escrita.

Noemi N. Ansay

Ennio Morricone – Gabriel’s Oboe from

http://youtube.com/v/PRb8KKyenSY

Música do filme ” A Missão”, solo de um obóe, maravilhoso….

Ode do Gato

ODE AO GATO

Os animais foram
imperfeitos,
compridos de rabo, tristes
de cabeça.
Pouco a pouco se foram
compondo,
fazendo-se paisagem,
adquirindo pintas, graça vôo.
O gato,
só o gato apareceu completo
e orgulhoso:
nasceu completamente terminado,
anda sozinho e sabe o que quer.

O homem quer ser peixe e pássaro,
a serpente quisera ter asas,
o cachorro é um leão desorientado,
o engenheiro quer ser poeta,
a mosca estuda para andorinha,
o poeta trata de imitar a mosca,
mas o gato
quer ser só gato
e todo gato é gato do bigode ao rabo,
do pressentimento à ratazana viva,
da noite até os seus olhos de ouro.

Não há unidade
como ele,
não tem
a lua nem a flor
tal contextura:
é uma coisa
só como o sol ou o topázio,
e a elástica linha em seu contorno
firme e sutil é como
a linha da proa de uma nave.
Os seus olhos amarelos
deixaram uma só
ranhura
para jogar as moedas da noite .

Oh pequeno imperador sem orbe,
conquistador sem pátria,
mínimo tigre de salão, nupcial
sultão do céu
das telhas ,
o vento do amor
na intempérie
reclamas
quando passas
e pousas
quatro pés delicados
no solo,
cheirando,
desconfiando
de todo o terrestre,
porque tudo
é imundo
para o imaculado pé do gato.

Oh fera independente
da casa, arrogante
vestígio da noite,
preguiçoso, ginástico
e alheio,
profundíssimo gato,
polícia secreta
dos quartos,
insígnia
de um
desaparecido veludo,
certamente não há
enigma na tua maneira,
talvez não sejas mistério,
todo o mundo sabe de ti e pertences
ao habitante menos misterioso
talvez todos acreditem,
todos se acreditem donos,
proprietários, tios
de gato, companheiros,
colegas,
discípulos ou amigos do seu gato.

Eu não.
Eu não subscrevo.
Eu não conheço o gato.
Tudo sei, a vida e o seu arquipélago,
o mar e a cidade incalculável,
a botânica
o gineceu com os seus extravios,
o pôr e o menos da matemática,
os funis vulcânicos do mundo,
a casca irreal do crocodilo,
a bondade ignorada do bombeiro,
o atavismo azul do sacerdote,
mas não posso decifrar um gato.
Minha razão resvalou na sua indiferença,
os seus olhos têm números de ouro.

Pablo Neruda

Mari Suoheimo Nascimento

A COR.
CADÊ A COR?
ESTÁ NA NEVE ASSIM COMO NA AREIA.
ESTÁ NOS OLHOS.
DE QUEM VÊ
DE QUEM É VISTO.
A DOR.
ESTÁ NA NEVE ASSIM COMO ESTÁ NA AREIA.
O OLHAR ATRAVESSA OCEANO
A ALMA É ATRAVESSADA PELOS OLHOS.
E NASCE O ENCONTRO.

NASCEM AS FOTOS DE MARI.
CADÊ MARI?
ESTÁ NA NEVE ASSIM COMO NA AREIA.

UM CONVITE AS FOTOS DE MARI.
UM CONVITE.
PRA NEVE.PRA AREIA.

ROBERTO PITELLA
Foto:Mari Suoheimo Nascimento

Celso Borges



aqui e ali há hálito no vento
verbo rimas na carne do tempo
a r brisa voz
dentro



celso borges


Lava Pés

Lava Pés 

Artelhos, falanges na extremidade distal do corpo.
Um punhado de ossos cobertos por tendões, músculos e pele.
Pés nus, descalços e calçados.
Pés que mostram a qualidade de vida que se tem.

Pés sofridos, machucados, calejados,
pés empoeirados, cansados e perfurados.
Pés formosos, santos e benditos.
Pés cuidados, poupados e preservados.

Pés usados como mãos: ágeis e precisos.
Pés que foram amputados e não são mais.
Pés que são próteses, pés que foram reconstruídos.
Pés que caminham por outros pés.

Pés que já foram onde deviam e onde não deviam.
Pés que tomaram posse da terra, pés de guerreiros.
Pés que viajaram pra bem longe, fugindo das suas dores.
Pés cansados, acomodados em chinelos velhos.

Pés de trabalhadores, marcados pelo sol e pelo solo.
Pés de atletas, fortes, resistentes e persistentes.
Pés de bailarina, que desafiam o tempo e o espaço.
Pés aventureiros, que não têm sossego.

Pés na areia, pés no rio,
pés na neve, pés no frio,
pés no esgoto, pés na lama,
pés nas pedras, pés na grama.

Pés que precisam de descanso.
Pés que precisam de força.
Pés que precisam de ajuda.
Pés que precisam ser lavados.

Mas, quem lavará estes pés?
Quem fechará as feridas abertas?
Quem irá se humilhar por amor?
Quem irá servir a pecadores?

Um par de pés divinos,
um dia na terra andou,
O Santo de Deus, o verbo de Deus,
fez-se homem e entre nós habitou.

Lavou os pés de toda a humanidade,
tirou a lama e o pó deixados pelas ilusões deste mundo.
Com um único gesto ensinou que devemos lavar os pés uns dos outros.
Pois aquele que lava os pés é abençoado
e aquele a quem seus pés são lavados também.

“Lave os meus pés Jesus, permita-me lavar os Teus pés e ensina-me a lavar os pés do meu próximo”.

N.N.A
20/02/2008







Coração

Coração

Músculo cardíaco
Pulsante
Músculo cardíaco
Involuntário
Músculo cardíaco
De pedra
Músculo cardíaco
De sangue
Músculo cardíaco
Enigmático
Músculo cardíaco
Suplicante
Músculo cardíaco
Faminto
Músculo cardíaco
De cera derretida
Músculo cardíaco
Habitação das emoções
Músculo cardíaco
Banhado em lágrimas.
Músculo cardíaco
Saindo pela boca
Músculo cardíaco
Entupido
Músculo cardíaco
Quebrantado
Músculo cardíaco
Contrito
Moído .


“Ao coração quebrantado e contrito Tu não desprezarás oh, Deus”.


“Vísceras abertas”

Abriram minhas vísceras.
E o que encontraram?
carne, sangue,
sangue, carne,
uma mistura de
vermelho-encarnado,
verde-ácido,
cinza chumbo,
um odor peculiar,
repugnante,
estonteante,
mais do que isto….
dentro desta órbita aberta,
órgãos inchados,
humores instáveis,
dores do passado,
úlceras sangrando,
infecção generalizada,
preconceitos velados,
um liquido verde-musgo,
misturado com sangue vivo,
esparramado por todas as vísceras.
“Olhar para as próprias vísceras”,
é ver o que não se quer ver,
é sentir o que não se quer sentir,
é provar o gosto da morte,
é sentir o cheiro da cova.
“Olhar para as próprias vísceras”,
é encarar as fraquezas,
os erros, o egoísmo,
a fragilidade humana,
é reconhecer a incapacidade
de mudar sozinho,
é olhar para as incoerências e faltas
cometidas contra si mesmo
e contra o próximo.
“Olhar para vísceras”,
é ver a derrota, o fracasso,
é olhar sem lentes,
para o holocausto,
para Hiroshima e Nagasaki,
é olhar para os corpos carbonizados,
desintegrados,
de 11 de setembro,
para os massacres do mundo
pós-moderno,
é olhar a impunidade de
crimes de guerra,
é olhar os corpos desaparecidos
de presos políticos,
é olhar a dor de mães que
perdem seus filhos em campos
de batalhas.
É olhar o sangue inocente derramado
nas ruas, nas favelas,
é olhar crianças famintas do
Haiti, que enchem o estômago com bolotas de argila e água.
É ver os mutilados da África.
É enxergar que potências
mundiais financiam guerras,
armas e vícios.
É sentir as dores ou pelo menos
tentar sentir
dos miseráveis,
dos desempregados,
dos oprimidos,
dos doentes,
dos assalariados,
das minorias,
“Olhar as próprias vísceras”,
é viver a incapacidade de ser
o que outros desejam
que sejamos
É reconhecer que neste mundo,
não há lugares seguros e estáveis,
que o paraíso fechou as portas,
é ver que neste mundo
ter é mais do que ser,
é encarar que músicos e poetas
enterram seus talentos
mesmo antes deles terem nascido,
Mas, sobretudo é
assumir que este olhar,
pode nos levar,
a um grito desesperado,
que este olhar pode despertar em
nós um sentir, um olhar,
um amar, não fingido.
Obviamente,
existirão aqueles
que irão preferir comer
suas próprias vísceras,
antropófagos,
que se fortalecem
ou se iludem silenciando sua dor,
comendo suas vísceras
em um prato frio.
Prefiro pensar que ao olhá-las,
investigá-las,
manipulá-las,
tocá-las,
limpá-las
isto poderá nos trazer compaixão.
Uma tomada de atitude
que possa nos beneficiar
e beneficiar a muitos,
a ter sensibilidade
com nossas dores
e com as dores do próximo,
trazendo cura,
desenvolvendo a tolerância
e a aprendizagem
de uma forma responsável e ética
de ser e estar no mundo.

N.N.A 25/09/2007

E lhes darei um só coração, e porei dentro deles um novo espírito; e tirarei da sua carne o coração de pedra, e lhes darei um coração de carne,
Ez 19:11

Trailer do filme O Caçador de Pipas legendado

http://youtube.com/v/Bmq4ULKKqpo

Filme maravilhoso, fui ao cinema assistir com minha amiga Sandra.
Emocionante e sensível.

Símbolo Internacional da Surdez


Símbolo Internacional da Surdez

Surdo
Decreto Federal n° 5626/2005- que regulamenta a lei 10.436-2002- Libras

Considera-se pessoa surda àquela que, por ter perda auditiva, compreende e interage com o mundo por meio de experiências visuais, manifestando sua cultura principalmente pelo uso da Língua Brasileira de Sinais – Libras.


Considera-se deficiência auditiva a perda bilateral, parcial ou total de quarenta e um decibéis (dB) ou mais, aferida por audiograma nas freqüências de 500 Hz, 2000 Hz e 3.000 Hz – surdez moderada, severa e profunda.




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