“O mir, poimí! Pievtsôm – vo sniê – otkryty zabôn zviózdy i fórmula tzviétka.”
Saiba-o, mundo! O poeta – em seus sonhos – descobre a lei das estrelas e a fórmula da flor. Marina Tsvietáieva 1918
Epigrama 10
São muitas, seguramente, as coisas
que ainda querem ser cantadas por mim:
tudo o que mudo ressoa,
o que no escuro subterrâneo afia a pedra,
o que irrompe através da fumaça.
Ainda não ajustei contas com a chama,
nem com o vento e nem com a água…
É por isso que minha sonolência
abre-me, de par em par, os portões
que levam a estrela da manhã.
AKHMÁTOVA, A. Antologia poética. Porto Alegre:L&PM POCKET,2009.
Poeta Russa Akhmátova

O primeiro projétil de longo alcance atinge Leningrado
E o multicolorido ruído da multidão
calou-se de repente.
Mas não era um som típico da cidade,
e tampouco do campo,
esse longínquo estrondo que mais parecia
ser irmão gêmeo do trovão.
Se bem que, no trovão, há a umidade
das nuvens altas e frescas,
e o desejo das campinas
de que venha o alegre aguaceiro.
Neste havia só um calor seco, escorchante;
mas não quisemos acreditar
nesse rumor que ouvíamos – porque
ele crescia e aumentava e se expandia,
e por causa da indiferença
com que trazia a morte a meu filho.
Anna Akhmátova
setembro de 1941
Programa em Tese ITVU 19/10
Programa em Tese ITVU
Doutoras Silvia Andreis e Tânia Baibich
Discussão sobre o preconceito e a surdez
2ª Semana de Licenciatura em Teatro na FAP
Oficina com Éden Veloso na 2ª Semana de Licenciatura
Dia 25/10 (Terça-feira, das 14h30 às 18h30)
Oficina Expressão Corporal/Facial – Éden Veloso
Local: Studio 01 – TELAB
A oficina irá desenvolver uma sensibilidade para as questões de inclusão.
O ministrante é surdo, professor de Libras com 10 anos de experiência.
O barquinho (Ronaldo Boscoli) por Maysa
O barquinho
Dia de luz, festa de sol
e um barquinho a deslizar
No macio azul do mar.
Tudo é verão e o amor se faz
Num barquinho pelo mar que desliza sem parar
Sem intenção, nossa canção
vai saindo desse mar e o sol
Beija o barco e luz… Dias tão azuis…
Volta do mar, desmaia o sol,
E o barquinho a deslizar,
É a vontade de cantar…
Céu tão azul, ilhas do sul,
E o barquinho é o coração deslizando na canção
Tudo isso é paz, tudo isso traz
Uma calma de verão, e então
O barquinho vai, e a tardinha cai
Volta do mar, desmaia o sol,
E o barquinho a deslizar,
É a vontade de cantar…
Céu tão azul, ilhas do sul,
E o barquinho é o coração deslizando na canção
Tudo isso é paz, tudo isso traz
Uma calma de verão, e então
O barquinho vai, e a tardinha cai
O barquinho vai, e a tardinha cai
O barquinho vai, e a tardinha cai
Na Trama do Poema
A Trama do Poema
a vida pulsa no ventre sobressalente
Foto: casa do livro na Colômbia/Bogotá
A árvore canta para o rio – Lea Goldberg
A árvore canta para o rio
Tu que levaste meu outono aureolado
recolhendo meu sangue nas folhas mortas
tu que verás minha primavera, pois ela volta,
quando chegar a estação do ano.
Rio, irmão meu, tu que te perdes para sempre
novo todos os dias, e outro e o mesmo,
a correnteza, meu irmão entre as suas margens
corre como eu entre a primavera e o outono.
Pois eu sou a borbulha e sou o fruto
o meu passado sou e o meu futuro,
e sou o tronco a si mesmo abandonado
e tu – tu és meu Tempo e meu poema.
Lea Goldberg
Livro: Poesia de Israel
Rio de Janeiro: Ed. Civilização Brasileira, 1962
Estudos Avançados – Carta de Paulo Freire aos professores
leitura do mundo, leitura da palavra
DV8 The Cost of Living
Fantástico !!!!!!!!!!
Shameless: A ARTE de Deficiência
Vídeo documentário sobre Arte de Deficiência.
Cenas do Filme "O oitavo dia"
Lindo !!!!!!
























