2ª Semana de Licenciatura em Teatro na FAP
Oficina com Éden Veloso na 2ª Semana de Licenciatura
Dia 25/10 (Terça-feira, das 14h30 às 18h30)
Oficina Expressão Corporal/Facial – Éden Veloso
Local: Studio 01 – TELAB
A oficina irá desenvolver uma sensibilidade para as questões de inclusão.
O ministrante é surdo, professor de Libras com 10 anos de experiência.
O barquinho (Ronaldo Boscoli) por Maysa
O barquinho
Dia de luz, festa de sol
e um barquinho a deslizar
No macio azul do mar.
Tudo é verão e o amor se faz
Num barquinho pelo mar que desliza sem parar
Sem intenção, nossa canção
vai saindo desse mar e o sol
Beija o barco e luz… Dias tão azuis…
Volta do mar, desmaia o sol,
E o barquinho a deslizar,
É a vontade de cantar…
Céu tão azul, ilhas do sul,
E o barquinho é o coração deslizando na canção
Tudo isso é paz, tudo isso traz
Uma calma de verão, e então
O barquinho vai, e a tardinha cai
Volta do mar, desmaia o sol,
E o barquinho a deslizar,
É a vontade de cantar…
Céu tão azul, ilhas do sul,
E o barquinho é o coração deslizando na canção
Tudo isso é paz, tudo isso traz
Uma calma de verão, e então
O barquinho vai, e a tardinha cai
O barquinho vai, e a tardinha cai
O barquinho vai, e a tardinha cai
Na Trama do Poema
A Trama do Poema
Grávida de um poema
a vida pulsa no ventre sobressalente
a vida pulsa no ventre sobressalente
palavra que sobeja, arfa, soluça, chora,
imersa no mar infinito da gramática.
Tamanha sede de viver,
o poema nasce nu e cru,
neonato indefeso e frágil
desamparado em um mundo letrado.
O que poderá dizer ao mundo?
O indizível? O bizarro?
O sagrado? O pérfido?
O amorfo? O incompreensível?
Poderá expressar…
as regiões quietas e insondáveis do ser?
o cheiro de uma flor orvalhada?
o gosto de fruta tirada do pé?
O poema nasce do excesso da luz e da sombra,
da névoa branca semitransparente,
do recôndito, do milagre, da inexatidão,
do âmago acre dialético da vida,
das querimônias e quérqueras
do quimo amargo, amassado no ventre.
Melífluo dos encontros improváveis
surpresas da existência fluida da vida
das intransigências intransponíveis do cotidiano.
No poema as palavras deslizam
como seixos no fundo de um rio,
correm para o mar quieto, insondável e infinito.
n.n.a.
Foto: casa do livro na Colômbia/Bogotá
A árvore canta para o rio – Lea Goldberg
A árvore canta para o rio
Tu que levaste meu outono aureolado
recolhendo meu sangue nas folhas mortas
tu que verás minha primavera, pois ela volta,
quando chegar a estação do ano.
Rio, irmão meu, tu que te perdes para sempre
novo todos os dias, e outro e o mesmo,
a correnteza, meu irmão entre as suas margens
corre como eu entre a primavera e o outono.
Pois eu sou a borbulha e sou o fruto
o meu passado sou e o meu futuro,
e sou o tronco a si mesmo abandonado
e tu – tu és meu Tempo e meu poema.
Lea Goldberg
Livro: Poesia de Israel
Rio de Janeiro: Ed. Civilização Brasileira, 1962
Estudos Avançados – Carta de Paulo Freire aos professores
Ensinar, aprender:
leitura do mundo, leitura da palavra
leitura do mundo, leitura da palavra
NENHUM TEMA mais adequado para constituir-se em objeto desta primeira carta a quem ousa ensinar do que a significação crítica desse ato, assim como a significação igualmente crítica de aprender. É que não existe ensinar sem aprender e com isto eu quero dizer mais do que diria se dissesse que o ato de ensinar exige a existência de quem ensina e de quem aprende. Quero dizer que ensinar e aprender se vão dando de tal maneira que quem ensina aprende, de um lado, porque reconhece um conhecimento antes aprendido e, de outro, porque, observado a maneira como a curiosidade do aluno aprendiz trabalha para apreender o ensinando-se, sem o que não o aprende, o ensinante se ajuda a descobrir incertezas, acertos, equívocos.
O aprendizado do ensinante ao ensinar não se dá necessariamente através da retificação que o aprendiz lhe faça de erros cometidos. O aprendizado do ensinante ao ensinar se verifica à medida em que o ensinante, humilde, aberto, se ache permanentemente disponível a repensar o pensado, rever-se em suas posições; em que procura envolver-se com a curiosidade dos alunos e dos diferentes caminhos e veredas, que ela os faz percorrer. Alguns desses caminhos e algumas dessas veredas, que a curiosidade às vezes quase virgem dos alunos percorre, estão grávidas de sugestões, de perguntas que não foram percebidas antes pelo ensinante. Mas agora, ao ensinar, não como um burocrata da mente, mas reconstruindo os caminhos de sua curiosidade — razão por que seu corpo consciente, sensível, emocionado, se abre às adivinhações dos alunos, à sua ingenuidade e à sua criatividade — o ensinante que assim atua tem, no seu ensinar, um momento rico de seu aprender. O ensinante aprende primeiro a ensinar mas aprende a ensinar ao ensinar algo que é reaprendido por estar sendo ensinado. […]
DV8 The Cost of Living
Fantástico !!!!!!!!!!
Shameless: A ARTE de Deficiência
Vídeo documentário sobre Arte de Deficiência.
Cenas do Filme "O oitavo dia"
Lindo !!!!!!
Michael Jackson Deaf
Incrível o trabalho do Marcelo que é surdo de nascença e fã do Michael Jackson.



























