Hoje de manhã, depois de trabalharmos a leitura do poema ” Ode a um trem da China” do Pablo Neruda gravei o André Oshiro fazendo em LIBRAS
Noemi
Ode a um trem na China
A terra vai rodando,
o trem rodando,
só o céu está quieto.
Planícies e bandeiras,
milho, milho de cabeleira verde,
de quando em quando uma bandeira vermelha,
flor fugaz, amapola do caminho.
O trem cruza correndo
para Tsing Tao,
vou para o mar, para o mar, o mesmo,
o mesmo transformado em misteriosa
areia e sal que minha a’lma não conhece.
O ar imóvel recoberto
por escamosas nuvens, por vapores
de chuva cinza, por silenciosas faixas
que circulam e cobrem
a claridade, a solidão do céu.
Ó viagem de minha vida,
uma vez mais plena luz,
em plena proporção de poesia
vou com o trem rodando,
como ontem na infância chuvosa
vou com o trem aprendendo a terra
até onde o oceano me chama.
Pablo Neruda.




















