E-book: Educação Especial e Educação do/no campo

Práticas Pedagógicas para Educação Especial Inclusiva: ação docente na perspectiva da Teoria Histórico-cultural

Livro “Margens e Frestas” Livraria da Vila no Shopping Pátio Batel

Onde comprar:

Editora InVerso https://editorainverso.com.br/?srsltid=AfmBOor9IwyWsxlXUJhxNitJiiEUyYb7cuAkPHejSYwbI8rJlaCd4fy-

Livraria da Vila: Margens e Frestas

Livro Margens e Frestas no Shopping Pátio Batel Curitiba

Avenida do Batel, 1868 – Curitiba, PR – 80420-090

De Segunda a Sábado, das 10h às 22h
Domingo das 14h às 20h

(41) 3778-7150

Via Crucis

Domingo da Paixão: celebração do Príncipe da Paz e a multidão que clama por salvação.

Text reflecting the significance of Quinta-feira Santa, emphasizing themes of humility and service.

Reflections on Good Friday: A poetic message of moving forward without regrets.

Poetic reflection on hope and resurrection during Easter Saturday.

Reflections on the significance of Easter Sunday, highlighting the divine and human nature of God.

Pés no chão, olhos no horizonte

Colegas Diretores, reunião com nossa reitora Profa. Dra. Salete Machado Sirino

Universidade Estadual do Paraná

Calourada da Faculdade de Artes do Paraná

Roberto Bolaño

“El territorio de la poesía es el único territorio, junto con el dolor, en donde aún es posible perderse, en donde aún es posible encontrar fórmulas maravillosas (o mejor dicho la mitad mitad de una fórmula), y en donde uno, consciente o no, pone en juego su vida.”

AMANECER
Créeme, estoy en el centro de mi habitación
esperando que llueva. Estoy solo. No me importa
terminar o no mi poema. Espero la lluvia,
tomando un café y mirando por la ventana un bello paisaje
de patios interiores, con ropas colgadas y quietas,
silenciosas ropas de mármol en la ciudad, donde no existe
el viento y a lo lejos sólo se escucha el zumbido
de televisión en colores, observada por una familia
que también, a esta hora, toma café reunida alrededor
de una mesa: créeme: las mesas de plástico amarillo
se desdoblan hasta la línea del horizonte y más allá:
hacia los suburbios donde construyen edificios
de departamentos, y un muchacho de 16 sentado sobre
ladrillos rojos contempla el movimiento de las máquinas.
El cielo en la hora del muchacho es un enorme
tornillo hueco con el que la brisa juega. Y el muchacho
juega com ideas. Con ideas y com escenas detenidas.
La inmovilidad es una neblina transparente y dura
que sale de sus ojos.
Créeme: no es el amor el que va a venir,
sino la belleza con su estola de albas muertas.

AMANHECER
Creia-me, estou no centro de minha casa
esperando que chova. Estou só. Não me importa
terminar ou não meu poema. Espero a chuva,
tomando um café e olhando pela janela uma bela paisagem
de pátios internos, com roupas penduradas e imóveis,
silenciosas roupas de mármore na cidade, onde não existe
o vento e ao longe só se escuta o zumbido
da televisão em cores, assistida por uma família
que também, a esta hora, toma café reunida em volta
de uma mesa: creia-me: as mesas de plástico amarelo
se estendem até a linha do horizonte e mais além:
até os bairros distantes onde se constroem edifícios
de apartamentos, e um garoto de 16 sentado sobre
ladrilhos vermelhos contempla o movimento das máquinas.
O céu na hora do garoto é um enorme
parafuso oco com quem a brisa brinca. E o garoto
brinca com ideias. Com ideias e com cenas congeladas.
A imobilidade é uma neblina transparente e dura
que sai de seus olhos.
Creia-me: não é o amor que vai chegar,
mas a beleza com sua estola de alvoradas mortas.

…..

POETA CHINO EN BARCELONA
Un poeta chino piensa alrededor

de una palabra sin llegar a tocarla,
sin llegar a mirarla, sin
llegar a representarla.
Detrás del poeta hay montañas
amarillas y secas barridas por
el viento,
ocasionales lluvias,
restaurantes baratos,
nubes blancas que se fragmentam.

POETA CHINÊS EM BARCELONA
Um poeta chinês pensa ao redor
de uma palavra sem chegar a tocá-la,
sem chegar a olhá-la, sem
chegar a representá-la.
Atrás do poeta há montanhas
amarelas e secas varridas
pelo vento,
chuvas ocasionais,
restaurantes baratos,
nuvens brancas que se fragmentam.

Imagem: https://epoca.globo.com/vida/noticia/2017/02/postumo-o-escritor-roberto-bolano-continua-produtivo.html

Leitura das Férias: Han Kang, Prêmio Nobel de Literatura

Na primavera, quando resolvi escrever sobre coisas brancas, a primeira coisa que eu fiz foi uma lista.

Cueiro, Roupa de recém-nascido, Sal, Neve, Gelo, Lua, Arroz, Onda, Magnólia-branca, Pássaro branco, Sorrir Brancamente, Papel branco, Cão branco, Cabelo branco, Sudário.

Granizo

A vida não é particularmente gentil com ninguém. O granizo cai enquanto ela caminha sabendo desse fato. Granizo que molha a testa, as sobrancelhas e as bochechas. Tudo passa. Ao andar, ela se lembra de que, no fim, tudo que você se agarra usando todas as forças vai desaparecer. Enquanto isso, o granizo cai. Não é chuva e nem neve. Não é gelo e nem água. Mesmo que ela feche ou abra os olhos, mesmo que fique parada ou ande depressa, o granizo umedece suas sobrancelhas e sua testa.

Han Kang

⁠Seguimos em frente na beira do precipício invisível que se renova minuto a minuto. Ao fim desse tempo que vivemos, damos um pequeno passo e, sem interferência ou hesitação, pisamos no ar com o outro pé. Não porque somos especialmente corajosos, mas sim porque não há outra alternativa.

Han Kang, O Livro Branco, 2023

A vida é uma coisa tão estranha, ela pensou, depois de parar de rir. Mesmo depois de certas coisas acontecerem com elas, por mais terrível que seja a experiência, as pessoas continuam comendo e bebendo, indo ao banheiro e se lavando – vivendo, em outras palavras. E às vezes até riem alto.

Han Kang

A vegetariana (2007).

Li, esses dois livros, em janeiro, em dois dias. Han Kang, escreve com tal voracidade, que o leitor se entrega a uma leitura veloz e atenta. Impossível parar, depois que você começa. Trata com fúria e delicadeza temas relacionados a saúde mental, relações familiares, artes, luto e o cotidiano dos coreanos.

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