Jacques Rancière

“Agimos sempre, também, como espectadores do mundo.”

Jacques Rancière

http://revistacult.uol.com.br/home/2010/03/entrevista-jacques-ranciere/

“O dialogismo da política tem muito da heterologia literária, de seus enunciados subtraídos de seus autores e devolvidos a eles, de seus jogos da primeira e terceira pessoa – tem muito mais disso que da situação supostamente ideal, do diálogo entre a uma primeira pessoa e uma segunda pessoa. A invenção política opera-se em atos que são ao mesmo tempo argumentativos e poéticos, golpes de força que abrem e reabrem tantas vezes quanto for necessário os mundos nos quais esses atos de comunidade são atos de comunidade. […] O poético não se opõe ao argumentativo.”

” Há política se a comunidade da capacidade argumentativa e da capacidade metafórica é, a qualquer hora e pela ação de qualquer um, passível  de ocorrer. ” (RANCIÈRE, 1996, p.70)

” Um sujeito político não é um grupo que ” toma consciência” de si, se dá voz, impõe seu peso na sociedade. É um operador que junta e separa as regiões, as identidades, as funções, as capacidades que existem na configuração da experiência dada, quer dizer, no nó entre as divisões da ordem policial e o que nelas se inscreveu como igualdade, por frágeis e fugazes que sejam essas inscrições. ( 1996, p.52)

Onde não falta vontade existe sempre um caminho !


“Onde não falta vontade existe sempre um caminho.”
J. J. R. Tolkie

Documentário Bayaka

Lindo !!!
Talento e Competência !!!!!!
Parabéns Plínio, meu amigo e professor, por sua sensibilidade, humanidade  e profissionalismo.

Poema: Benquerer – Adagio for Strings, Op. 11, Samuel Barber

Benquerer
Beija-flor benfazejo
beija begônias, buganvílias,
brincos de princesa, bocas de leão.
Brilhoso baila brincando por entre
Baobás, Babaçus, Báctris e Buritis.
Belicoso beija a bailarina.
que balbucia benevolente
a bendita benção da vida.
(Noemi N. Ansay)

 

Projeto Escola Universidade 2012

Encerramento do Projeto na FAP
Rodas de conversa sobre os projetos
Professoras da Escola Municipal Theodoro de Bona
Professoras Escola do Expedicionário

Poema: Guay-atacá

Guay – atacá


Guerreio goitacás,
tão galáctico,
garboso e generoso,
garimpa ágatas e granadas
golpeia ágil as geleiras,
gaba-se de ser tão gostável.

n.n.a

Arte da letra: Mari Suoheimo 

Poema: Ode a um trem da China – Pablo Neruda em LIBRAS

Hoje de manhã, depois de trabalharmos a leitura do poema ” Ode a um trem da China” do Pablo Neruda gravei  o André Oshiro fazendo em LIBRAS

Noemi

Ode a um trem na China

A terra vai rodando,
o trem rodando,
só o céu está quieto.
Planícies e bandeiras,
milho, milho de cabeleira verde,
de quando em quando uma bandeira vermelha,
flor fugaz, amapola do caminho.

O trem cruza correndo
para Tsing Tao,
vou para o mar, para o mar, o mesmo,
o mesmo transformado em misteriosa
areia e sal que minha a’lma não conhece.

O ar imóvel recoberto
por escamosas nuvens, por vapores
de chuva cinza, por silenciosas faixas
que circulam e cobrem
a claridade, a solidão do céu.
Ó viagem de minha vida,
uma vez mais plena luz,
em plena proporção de poesia
vou com o trem rodando,
como ontem na infância chuvosa
vou com o trem aprendendo a terra
até onde o oceano me chama.

Pablo Neruda.

Poema: Wonderful World

Wonderful Word
Wallace workaholic  incorrigível,
obcecado monta uma Workstation,
ouve World Music,
lê  Wilde, Woof, Willian,
estuda a obra de Warhol,
admira-se como um dia viveu
sem Windows, Wi-fi e Webcan .
 
n.n.a
 
Arte da Letra: Mari Suoheimo

 

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