
“Agimos sempre, também, como espectadores do mundo.”
Jacques Rancière
http://revistacult.uol.com.br/home/2010/03/entrevista-jacques-ranciere/

“O dialogismo da política tem muito da heterologia literária, de seus enunciados subtraídos de seus autores e devolvidos a eles, de seus jogos da primeira e terceira pessoa – tem muito mais disso que da situação supostamente ideal, do diálogo entre a uma primeira pessoa e uma segunda pessoa. A invenção política opera-se em atos que são ao mesmo tempo argumentativos e poéticos, golpes de força que abrem e reabrem tantas vezes quanto for necessário os mundos nos quais esses atos de comunidade são atos de comunidade. […] O poético não se opõe ao argumentativo.”
” Há política se a comunidade da capacidade argumentativa e da capacidade metafórica é, a qualquer hora e pela ação de qualquer um, passível de ocorrer. ” (RANCIÈRE, 1996, p.70)
” Um sujeito político não é um grupo que ” toma consciência” de si, se dá voz, impõe seu peso na sociedade. É um operador que junta e separa as regiões, as identidades, as funções, as capacidades que existem na configuração da experiência dada, quer dizer, no nó entre as divisões da ordem policial e o que nelas se inscreveu como igualdade, por frágeis e fugazes que sejam essas inscrições. ( 1996, p.52)

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