La vie en close

La Vie en Close

quem poderia explicar ?
as lágrimas das crianças órfãs de Ruanda,
a fome da África que é rica de diamantes,
braços e pernas amputados pela guerra.

quem poderia responder ?
pelos milhares de mortos em Auschwitz,
pela arrogância de doutores que incineraram inocentes,
pela insensatez do homem que acredita na limpeza étnica.

quem poderia entender?
que espaço e tempo são dimensões ainda incompreensíveis,
que somos parte de um todo,
mesmo sendo apenas um grão de areia.

quem poderia controlar ?
a força do vento e do mar,
o aquecimento terrestre,
a força da vida e da morte

quem poderia imaginar?
relacionamentos virtuais,
vazios, tristes, irreais,
a vida em close para todo mundo.

quem poderia explicar?
por que as ilusões ás vezes parecem reais,
e o real ás vezes parece ilusão,
que o virtual não é real .

quem poderia responder?
pela dor dos que tem fome,
por sete milhões de desempregados no Brasil,
pelos presídios abarrotados de gente.

quem poderia entender?
porque choramos pelos que se foram
e não por aqueles que tentam sobreviver
nas guerras, nas ruas, nas favelas e nos abrigos

quem poderia controlar?
a insensatez humana ,
o amor que se esfria,
a solidão no meio da multidão.

quem poderia imaginar?
que homens e mulheres julgam-se melhores,
pela cor dos olhos e da pele,
pelo que tem e não pelo que são?

quem poderia explicar?
que do pó viemos e para ele tornaremos,
que tudo é passageiro e a vida é breve,
e que a vida não termina na morte.

N.N.A 22/06/2008

“Depois voltei-me, e atentei para todas as opressões que se fazem debaixo do sol: eis que vi lágrimas dos que foram oprimidos e dos que já não tem consolador, e a força estava na banda dos seus opressores; mas eles não tinham consolador. 

Olha , Senhor quanto estou angustiado; turbados estão as minhas entranhas, o meu coração está transtornado no meio de mim. Lembra-te Senhor do que nos tem sucedido; considera e olha para o nosso opróbrio.

Órfãos somos sem pai, nossas mães são como viúvas.
A nossa água por dinheiro bebemos….
Os velhos já não têm assento nas portas, os moços já não cantam.
Cessou o gozo de nosso coração, converteu-se em lamentação nossa dança.
Por isso desmaiou nosso coração; por isso escureceram nossos olhos. Converte-nos, Senhor a ti, e nós nos converteremos, renova os nossos dias como dantes.”
Ec 4:1 Lm 1:20 e 5:- 1-22

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