“Julgo que todos adoramos música que nos leve a algum novo lugar. Como o gospel. Segundo a definição do género, não é psicadélica, mas leva-te realmente algures – como o faz o rock psicadélico. É música transportadora”, dizia Laura Lee à XL8RL no início deste ano. “A música tailandesa de que gostamos era fortemente influenciada pela soul e pelo funk americanos, e depois foi reflectida de novo em nós. Vai e vem. Transforma-se num espelho perante outro espelho. Gosto muito dessa ideia”, afirmava Mark Speer.”
“She was a queen
She had a house
She was a fighter
She was a queen
Had a good dude
Bought me a rabbit
She was a queen
Wearing white gloves
But she kept ‘em clean
Classy Lady
But she wasn’t quiet
She was a queen
One day she was gone
She died in a fight
‘Cause she was a fighter
She was a queen.”
“Diz a banda que, no final dos concertos, são abordados por gente que lhes diz que a música dos Khruangbin faz, literalmente, parte do seu dia-a-dia. “Falam muito de cozinhar, estudar, fazer jardinagem, tomar um duche. Uma obstetra contou-nos que faz os partos enquanto ouve os nossos discos”. Tal não significa que esta música encaixe na categoria de ruído de fundo anódino, qual negligenciável papel de parede a envolver o quotidiano. Precisamente o contrário. Na sua inspirada discrição, na sua elegância despida de qualquer espalhafato, a música dos Khruangbin é um bálsamo para o correr dos dias: carregamo-la connosco e transforma-se a realidade em redor.”
She was a queen

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