O Centro do Poema
As árvores celebram a proteção do vento
as tormentas resistem,
emitem sons diferentes.
Resvalam papéis jogados no ar
e o óxido se acumula.
Os canais de rega se abrem para todos,
a água é um elemento contagioso.
Capturamos notas lançadas sem sentido.
Seguramente vão dar no centro do poema,
mas apenas quando notamos uma estranha dor.
Horacio Preler
Tradução: Ronaldo Cagiano
Jornal Rascunho/ Setembro 2011, p. 28

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