Poema: Valsa

Valsa
braços entrelaçados
renúncia e acolhimento
dançam sem olhar o tempo
olhos lacrimosos 
corpos ausentes
dor pungente
a renúncia, era a salvação
o verdadeiro heroísmo
a aceitação do imudável
o acolhimento, única condição
para continuar existindo
o consolo no meio da tempestade
a renúncia carente, precisava do acolhimento
o acolhimento só podia valsar se fosse com ela
eram um par inseparável
A renúncia teimosa
demorada e lenta para aprender
um dia aprenderia o caminho para libertação
o acolhimento, mais generoso
lhe mostraria
o caminho da misericórdia.
n.n.a

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