Em Terras Gaúchas
Viajando sozinha por terras distantes,
de vales, colinas e riachos,
casas distantes que até parecem inabitadas,
marcadas pela colonização germânica.
Passo por paisagens bucólicas,
que até parecem artificiais,
por lugares incrustados,
no meio a serra gaúcha.
Canela, Gramado, Nova Petrópolis e Caxias.
Vou passando bem cedo por estes lugares,
ao alvorecer do dia, vejo o despertar das cidades,
com meus olhos curiosos sobre os humanos que ali habitam.
Humanos como eu,
que choram e riem.
Humanos com suas perguntas,
sem respostas simples.
Humanos com suas contradições
marcadas no desenho das cidades,
nas ruas, nas casas,
no rostos dos velhos e dos jovens.
Humanos trabalhadores,
construindo e desconstruindo,
Humanos que se reinventam
ao longo de suas vidas.
Humanos com sua solidão,
seu destempero, seu desassossego.
Humanos com seus apegos e desapegos
com suas inquietações internas.
Humanos complexos,
fios na trama da vida.
Humanos com raízes que os prendem a terra
e asas que almejam o céu.
O que nos poderá surpreender no humano?
O que poderá acontecer que já não tenha acontecido um dia?
O que poderá ser inédito debaixo do sol?
O que poderá responder as perguntas sem respostas?
N.N.A.
Viagem a Gramado de 23 a 27 de setembro de 2008
“ O que foi, isso é o que há de ser, e o que se fez, isso se tornará a fazer; de modo que nda há de novo debaixo do sol” Ecl.1: 9

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