Café no Mercado

 

 

Café no Mercado

 

Pausa para um café,

companhia  ilustre,

aroma envolvente no mercado municipal  de Curitiba,

mistura  fina de humanos e seus universos sonoros.

Ah!  A profundidade do mundo não-verbal,

do não falado,  mas sentido,

do visto, do tocado,

do cheirado, do degustado,

das expressões mínimas,

reveladoras  do inefável,

do inexprimível,  do inconfessável.

 

Caffea arábica e Conillon

verde, torrado, moído,

percolato, coado, expresso,

solúvel , turco, italiano,

em seus corpos e cheiros diversos,

Carioca, Pingado,

Capuchino, Café latte,

Macchiato, Mocha,

Irish coffe, Jacu Bird.

 

Obcecados pela “xícara perfeita”,

humanos, baristas de sua existência

expressam no não-verbal,

suas identidades,

suas dores e alegrias cotidianas

buscam uma vida plena,

uma vida que tenha gosto, aroma e sentido,

uma vida em que seja possível

estar em comunhão consigo mesmo,

com o próximo e com mundo.

 

Noemi N. Ansay

Tive o prazer de acompanhar o Drº Benenzon e a Marcela Lichtensztejn  em um delicioso café e escrevi  este poema em honenagem a eles.


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