
“Os fios elétricos
estendidos por onde o frio reina
Ao norte de toda música.
treina correndo solitário para
a montanha azul da morte.
com a relva pequena
e o riso dos porões
sombras se levantam gigantescas.
Logo logo tudo é sombra.
Petroleiros passam deslizando.
É lua cheia.
cidades desconhecidas, esfinges frias,
arenas vazias.
Um javali está tocando órgão.
E os sinos batem.
de leste para oeste
na velocidade da lua.
agarradas uma na outra
passam e se vão
No túnel do canto do pássaro
uma porta fechada se abre.
Luz e imagem de estrelas salientes.
O mar gelado.”

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