Era um suntuoso, isso mesmo, um suntuoso dia de outono, com todos aqueles cobres e ouros bizantinos sob um céu de Tiepolo, de um azul-esmaltado. O campo estava parado e com uma aparência vítrea, mas parecendo o seu próprio reflexo na superfície calma de um lago. Era do tipo do dia em que, ultimamente, o sol tem me parecido o olho empapuçado do mundo, observando tudo com o maior prazer, enquanto eu fico aqui me contorcendo na minha infelicidade.
“The Sea”- John Banville – 2005


Deixe um comentário