![]() |
| Foto: Heber N. Suoheimo |
Excessos
Não peço desculpas
Não peço desculpas
pelo excesso de ternura
e pelo desassossego do meu coração
e pelo desassossego do meu coração
alma barulhenta, valvular
trama de um artesão
complexa e manhosa
a estranheza dos dias presentes
a indefinição do lugar a ser ocupado no palco
as distâncias intergalácticas
a vocação para ser eterno
e a finitude das possibilidades
quem poderá condenar tamanha sede de viver?
presente e dentro
tudo que está em volta
as presenças e ausências
a tristeza dos dias chuvosos
a desilusão de mudar o mundo
a morte sempre a espreita
o atrevimento de viver
atravessando ventanias e tempestades
lançada no espaço despida e indefesa
pequena poeirinha
diante da imensidão do universo
viajante rumo ao Profundo e Eterno.
n.n.a


Deixe um comentário