Poema: Noemi N.Ansay
Arte: Carlos Cólect
Poema Marítimo: Carlos Coléct
MAR inas,
n.n.a
XVII Hilda Hilst
As coisas que procuro
Não têm nome.
Minha fala de amor
Não tem segredo.
Perguntam-me se quero
A vida ou a morte.
E me perguntam sempre
Coisas duras.
Tive casa e jardim.
E rosas no canteiro.
E nunca perguntei
Ao jardineiro
O porquê do jasmim
– Sua brancura, o cheiro.
Querem-me assim.
Tenho sorrido apenas.
E o mais certo é sorrir
Quando se tem amor
Dentro do peito.
Hilda Hilst
HILST, Hilda. Exercícios. São Paulo: MEDIAfashion, 2012, p. 257.
Adélia Prado – Com licença Poética
Com licença poética
Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou tão feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
— dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.
Adélia Prado
Dia internacional das das mulheres -Poema: Mulheres
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| Vó Carolina com 96 anos. Linda !!!! |
Mulheres
Benditas sejam as mulheres,
de todas as etnias, cores e idades,
as que ainda são meninas,
as de vinte, trinta, quarenta, setenta e noventa anos,
as que trabalham e as desempregadas,
as que semeiam, as que colhem,
as que trabalham em linhas de produção,
as motoristas de táxi, de uber e de ônibus,
as atletas, as executivas,
as musicistas e cantoras,
as estudantes, as professoras,
as médicas e enfermeiras,
todas que cuidam dos amigos,
dos pais, dos irmãos, dos filhos
e dos netos e bisnetos.
Benditas sejam
as que têm esperança em dias melhores,
as que amam demais,
as que sonham demais,
e se doam demais,
as que têm rugas e cabelos brancos,
as de pele de seda e que cheiram jasmim,
as que têm mãos calejadas,
as que são choronas e as que são duronas,
as que foram abandonadas e destratadas,
as pecadoras que buscam por redenção,
as que mesmo sofrendo na lida da vida,
cumprem a sina de abençoarem quem as cerca,
que assumem que sua força está na capacidade
de amar, de chorar, de assumir seus erros,
e de assumir-se como pessoa,
que vive a plenitude de ser MULHER.
n.n.a.
Poema: Campo Mourão
Campo Mourão
Terra onde os campos estendem-se suaves até a linha do horizonte,
terra das araucárias e do cerrado,
terra roxa, vermelha, pulsando vida,
nessas terras tudo que se planta dá,
milho e soja é de se perder de vista,
terra de gente boa e trabalhadora,
terra do cooperativismo, do desejo de vencer juntos.
Nessa terra tão formosa, tão fértil, celeiro do Brasil e do mundo,
moravam nossos ancestrais Guaranis,
entre os rios Ivaí e Piquiri,
bem ali, Campo Mourão nasceu.
E foi neste mesmo campo,
que ficou parte de mim,
entre um céu azul e um milharal sem fim,
onde cada despedida parecia sempre eterna,
onde o choro não conseguiu ser represado,
onde pensei entre uma lágrima e outra:
quanto custa crescer e deixar crescer ?
quanto custa ser senhor de si, ser autônomo?
quanto custa permitir que cada um siga seu caminho?
n.n.a
25/02/2013
Poema: "Blade Runner" – Oscar Pistorius
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| Foto: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/02/
“Blade Runner”
Herói, “lança divina”,
super-homem do atletismo mundial. Suspenso sobre duas lâminas de fibra de carbono
era o mais veloz homem biamputado sobre a Terra. Todo vestido de ouro, corredor da esperança,
ícone mundial de superação. Fez do impossível algo possível,
quebrou paradigmas e preconceitos. Oscar Pistorius, um rei na pista.
enchia de esperança atletas paraolímpicos
e desafiava os olímpicos.
Hoje, vê-lo atrás das grades,
um pesadelo,
tristeza sem fim… O grande pássaro preso,
escondendo o rosto do mundo,
chorando a maior calamidade de sua vida,
vítima da ira e do medo,
vítima de suas tragédias pessoais,
vítima e algoz de um mundo cruel e incoerente,
que vê nas armas a solução ilusória, dos problemas pessoais e mundiais. n.n.a
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Carlos Drummond de Andrade : Remissão
Remissão
Tua memória, pasto de poesia,
tua poesia, pasto dos vulgares,
vão se engastando numa coisa fria
a que tu chamas: vida, e seus pesares.
Mas, pesares de quê? perguntaria,
se esse travo de angústia nos cantares,
se o que dorme na base da elegia
vai correndo e secando pelos ares,
e nada resta, mesmo, do que escreves
e te forçou ao exílio das palavras,
senão contentamento de escrever,
enquanto o tempo, em suas formas breves
ou longas, que sutil interpretavas,
se evapora no fundo do teu ser?
Carlos Drummond de Andrade
Poema: Rosa
os espinhos da vida,
Poema: Chove na Ilha do Mel
sossegue inquieto coração.
Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas em mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei pela salvação da sua face.(Sl 42:5)
Origem do nome da Ilha do Mel
O aparecimento de um mapa constante do “Livro de Toda a Costa da Província Santa Cruz”, feito por João Teixeira Albbernas em 1666 e que se encontra na mapoteca do Ministério das Relações Exteriores, onde a Ilha já aparece com a denominação de Ilha do Mel, praticamente desvendou o mistério sobre o nome. Outro mapa, de Antônio Vieira dos Santos, publicado em 1850, também já continha a Ilha do Mel com essa denominação. No século passado a Ilha também era conhecida como “Ilha da Baleia”, talvez pelo seu formato.
Várias hipóteses (folclóricas) são conhecidas para a origem do nome: – A extração de mel silvestre, anterior a 1950, quando os alimentos eram adoçados com o mel ou com o açúcar extraído da cana da própria ilha, devido à dificuldade de obter o açúcar industrializado; – A existência de uma família de origem alemã que habitava a região da Fortaleza, e onde havia um engenho para produção de farinha de mandioca. Farinha em alemão, escreve-se “Mehl”; – A cor da água do mar vista do alto do Morro das Conchas – Farol, principalmente no início da Praia do Farol (Paralelas); – O formato da Ilha, cuja parte oeste lembra mel saindo da boca de um recipiente (parte sul); – A lua-de-mel que os escravos mais fortes desfrutavam com várias negras, onde os mesmos eram deixados por vários dias, para a reprodução, no século passado; – Antes da Segunda Guerra Mundial a ilha era conhecida coma a ilha do Almirante Mehl que se dedicou à apicultura e cuja família lá frequentava; – Marinheiros aposentados viviam na Ilha e dedicaram-se à apicultura, produzindo uma quantidade tamanha que chegaram a exportar o produto até os anos 60; – A água doce existente na ilha contém mercúrio Em contato com a água salgada isto causa uma coloração amarela, semelhante à cor de favos de mel; – Os índios Carijós que viviam na região apreciavam muito o mel de abelhas, então a exploração apícola é antiga.
Poema: Vento pelas ventanas
Venta pelas ventanas,
Cumulus Nimbus
"As aventuras de Pi" ou " Max e os Felinos"
Ontem fui ao cinema ver As aventuras de Pi, um filme incrível em 3D, maravilhoso, uma história de sobrevivência, fé, amor e amizade.
Lembrei deste poema:
Mar Báltico
Rumo a Estônia, Tallinn,
imersa em um mar tão generoso,
mergulho em meus pensamentos.
O mar é denso e revolto,
o vento bate, castiga o casco da embarcação,
empurra o navio de um lado ao outro,
de um pensamento a outro,
vertigem no corpo,
medo na alma.
Ser um estrangeiro é ser um estranho,
um lobo solitário na babel dos homens,
é preciso enfrentar a tempestade,
ter um coração a prova das injustiças,
a prova do desprezo e da solidão.
É preciso amar mesmo que o mundo diga não.
É preciso amar como se não houvesse amanhã.
É preciso amar como prova de que ainda somos humanos.
n.n.a
Polêmica, veja o vídeo:
O Filme As Aventuras de Pi seria inspirado na obra de Moacyr Scliar ” Max e os Felinos”
Leia mais : http://www.lpm-blog.com.br/?p=17118


















