Conexão: Finlândia- Brasil – Imagens do Livro – Língua de Sinais Brasileira – Poesia

O que escrevemos, desenhamos, pintamos,  fotografamos,  filmamos, decoramos, cria pernas e sai passeando pelo mundo. Fiquei surpresa com a publicação finlandesa, da Revista Kotivinkki 07/02/2018, volume 3, onde fotografaram a belíssima casa da Anna Suoheimo. Em uma das paredes estão os quadros com as imagens que ilustram meu livro: Ciranda das letras: a poética do alfabeto, que foram criadas pela designer finlandesa Mari Suoheimo, especialmente para este fim. Na reportagem cita que as imagens são de um livro que tem acessibilidade para língua de sinais. AMEI !!!!!!

 

Makuuhuineen seinällä on Annam siskon Mari Suoheimon tekemä taideteos, jonka kuvat on tehty viitottuja runoja sisältavän runokirjan kuvitukseksei. Tyynyt ovat Saanan já Olin mallistoa, samoin Finartelle suunniteltu huopa.

Tradução

No parede do quarto de dormir tem obra de arte feito pela irma da Anna, Mari Suoheimo. As imagens foram feitos para ilustrar um livro de poemas nas linguas de sinais. As almofadas são da coleção da Saana e Olli, como o cobertor desenhado para Finart.

Kotivinkki 07/02/2018,  Numero 3

 

 

O livro tem um DVD com os poemas traduzidos para Libras, visando acessibilidade para os surdos.

Grammy 2017- melhor álbum rock latino Residente: René Pérez Joglar

Já fazem duas semanas que comecei a escutar o álbum Residente, do porto riquenho René Pérez, as músicas são de uma riqueza rítmica, melódica e cultural admiráveis. Mal sabia, que ele seria premiado com um Grammy em 2017.

Estamos conectados por meio da música ao local e ao global,  ao grande mar universal humano e transcendental da vida.

” Aquí no hay caviar, pero hay maíz. ¿Pa’ qué queremos radios si aquí hay tambores? Oye.” (RESIDENTE)

 

Poesia musical

Milo

Todos te estaban esperando
El viento cantaba bailando
Las olas se levantaron de su silla
Y los caracoles te esperaban en la orilla
También te esperaban en la arena desde los animalitos más chiquitos hasta las ballenas
Las estrellas se veían a plena luz del día
Porque te esperaban para hacerte compañía
Y naciste, rápido y despacio
Respirando como un astronauta en el espacio
Hablabas otro idioma
Que venias de un planeta sin personas
Y despertaste hasta las plantas
Cuando la selva rugió desde tu garganta
Y aunque no entendieras todo lo que sentiste
Sin tener que abrir los ojos nos descubriste
Bolsita de leche
Masita de pan
Pipita de harina
Cachetes de flan
Deditos de algodón en las manitas y en los pies
Agua santa que huele a bebé
Te ries y el mundo se siente importante
Y todos los duendes se vuelven gigantes
Contigo los días son fiesta
Y haces que la música suene sin orquesta
Te gusta que el viento te sople en la cara
Comer con las manos sin usar cuchara
Tocar las flores que salen en abril
Y hablar con los trenes del ferrocarril
En tu propio eje y sin camiseta
Te gusta dar vueltas como los planetas
Convertirte en carro y también en cohete
Jugar todo el tiempo aunque no hayan juguetes
Andar por el pasto sin las zapatillas
Eres amigo de las cosas sencillas
Por eso me abrazas y me descongelas
Y me haces sentir como un globo que vuela
Ahora ya se porque escribo
Aunque nunca sepa el día ni la hora en la que vivo
Cuando hablas mi despiste te atiende
Viniste a enseñarme como es que se aprende
Nunca es tarde para nada
La mañana está esperando
Si te perdiste el tren puedes llegar caminando
Las oportunidades ahí están
Pero son como las olas
Llegan y se van
Y aunque seamos de colores diferentes
Todos comemos con la boca
Y masticamos con los dientes
Hay que ser buena gente y agradecido
Y proteger el árbol pa’ que no se caiga el nido
Y ojalá que nada te duela
Pero si te duele que te sirva de escuela
Ojalá que te enamores muchas veces
Porque con un beso lo malo desaparece
No tienes que llorar
Va a parar de llover
Yo salí a trabajar, pero voy a volver
Y te voy a construir un castillo de bambú
Lo que nunca tuve yo quiero que lo tengas tú
Compositores: Rafael Arcaute / Rene Perez Joglar
Letra de Milo © Sony/ATV Music Publishing LLC

Menina Caiçara

Menina Caiçara

para minha filha

Plena de si, menina-mulher caiçara,

renasceu bem ali,

entre o mar e a terra,

no encontro das águas doces e salgadas.

Tão doce, coração meigo,

protetora das coisas da terra,

abrigo para pequenos seres,

uma árvore plantada, bem no meio do manguezal.

Mergulhou fundo nas águas limpas,

da Ilha das Peças, de Guaraqueçaba e do Superagui,

brincou com as crianças no trapiche e na praia,

feliz, voltou no tempo, tornou-se uma delas.

Andou descalça pela areia,

tomou banho de chuva,

viajou de canoa pelos povoados,

pescou, limpou, cozinhou e comeu o peixe fresquinho

Filha de terras caiçaras e indígenas, terra dos avós e bisavós,

terra de manguezais: branco, vermelho e amarelo.

das Aroreiras, do Araticum-do-brejo, do Cebolão, da Bacopa, do Marmeleiro,

do Hibisco da praia, da Capororopa e da Samambaia do Mangue.

Terra dos golfinhos, onça-parda, cotias,

capivara, catetos, lagartos,

tucanos, papagaios e guarás,

tamanduás, jacus e do bugio.

Terra do Fandango Caiçara

batido, bailado ou valsado

da viola e tamancos,

com seus toques, versos e estruturas.

Terra que confia na proteção do Divino e no Bom Jesus do Perdão,

que ouve em silêncio os conselhos dos avós e avôs,

guardiões de sabedoria e dos remédios caseiros:

chás, guarrafadas, suadouros, unguentos e cataplasmas.

Terra de pescadores, agricultores,

que vivem em harmonia com a natureza,

hospitaleiros, simples, sustentáveis e amáveis,

terra da Vó Maria e Vô do Cezino,

terra onde mora nosso coração, nossas origens e nossa alma.

Noemi N. Ansay

Imagens: Fotos da Ilha das Peças e Guaraqueçaba

Gratidão

 

No dia de ” Ações de Graças” separo estes primeiros momentos para uma prece:

 

Te agradeço Deus pelo dom da vida,

por me amar e se importar comigo,

tão frágil e pequeno ser humano.

 

Agradeço por viver no tempo e lugar onde estou,

por pertencer a uma família,

por ter amigos e pela capacidade de amar.

 

Agradeço pelo alimento material e espiritual,

pela consciência, pelo perdão,

e por tua soberania.

 

Agradeço por teu amor

infinito, forte, profundo,

e porque nada poderá me separar dele.

 

Permita que a cada dia

retribua tão grande dádiva celeste

em minhas palavras e atitudes.

 

Que ame ao próximo

como amo a mim,

que sinta e transmita quem Tu és.

 

Deus que é  amor,

doador da vida,

plenitude de tudo em todos.

 

Amém

 

Tomaz de Aquino

“Tratado da Graça”, três níveis de gratidão.

O primeiro nível é o de reconhecimento intelectual – aquele em que somos gratos por educação, que fomos ensinados desde muito pequenos, um agradecimento para cumprir protocolos. É uma gratidão que vem do plano do intelecto, eu agradeço porque fui educado a fazê-lo.

O segundo nível é chamado de nível de agradecimento, quando nos regozijamos por algo que alguém fez por nós. É uma gratidão impulsionada por uma emoção. Você recebe algo tão bom, tem reconhecimento por isso e, portanto, agradece. É neste nível, em que normalmente estamos quando fazemos os exercícios de gratidão.

E o terceiro e mais profundo nível de gratidão é o nível do vínculo. É o nível em que nos sentimos tão gratos, que tamanha gratidão, leva a criarmos um vínculo com o outro. O nível do vínculo faz com que nos comprometamos com o próximo. De certa forma, estamos tão agradecidos que nos sentimos obrigados a retribuir de alguma forma.

 

 

 

“El mundo parecía amenazante
hasta que suave
como pluma
clara,
o dulce como pétalo de azúcar,
de labio en labio
pasa
gracias

[…]”

Pablo Neruda (1959)

NERUDA, P. Oda a las gracias. In: Navegações e regressos. São Paulo: Coleção Ibero Americana, 2012.

 

   “Um coração grato é uma luz suave em meio a escuridão”.

"Um coração grato é uma luz suave em meio a escuridão".

eBOOK – Livro Portas Abertas: a poética do cotidiano

 

ACESSE O EBOOK NO LINK

https://view.publitas.com/p222-15785/livro-portas-abertas-a-poetica-do-cotidiano-noemi-nascimento-ansay/page/1

Em 2010 depois de compilar textos que estavam espalhados em pastas do meu computador, fruto de indagações, pensares e afetos, lancei o livro Portas Abertas: a poética do cotidiano. Uma produção feita a muitas mãos, agradeço a designer finlandesa MARI SUOHEIMO que fez a capa, cedeu lindas imagens e formatou este ebook, a minha amiga Profª Drª SÍLVIA ADREIS WITKOSKI que fez a revisão geral, a minha amiga e professora MARIANA ARRUDA, que fez a editoração e a querida Ana Maria Feres que fez a revisão dos textos.

Dos 600 livros impressos, hoje só tenho um na prateleira. O que aprendi nestes 7 anos, com meu primeiro livro:

– Não espere outras pessoas para concretizar seus planos.
– Faça algo com planejamento e dentro de suas possibilidades financeiras.
– Conte com seus amigos e amigas, como leitores e apoidores.
– Permita-se acertar e errar. E como já dizia Leminsky:

inverno
primavera
poeta é
quem se considera

 

Argos Panopdes

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Argos Panopdes

 

olhos profundos

cegam os meus de luz

luzeiros na escuridão

gigante com seus cem olhos

anjo que não dorme, vigia

Panopdes, “o que tudo vê”

percebe ao mesmo tempo

cem paisagens

cem pessoas

cem horizontes do futuro.

 

Noemi N. Ansay

Tirso de Mello Santos, 30 anos, cantando e celebrando o Amor de Deus

 

Tirso de Mello Santos é músico e compositor cristão com vários CDs gravados, dentre os quais o Igreja Viva, IV (1998), Salmos (2001) e Com o Rosto Descoberto (2008). Suas músicas têm abençoado a muitos, por exemplo: Não Existe Um Lugar Melhor e O Senhor é o Meu Pastor, ambas do Igreja Viva IV.

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Amorosidades

 

 

Amorosidades

 

uma carta, raio de sol, atravessa

o céu cinzento de Curitiba,

texto que abraça, faz cafuné,

aquece no frio,

beija a cada sílaba.

 

uma plantinha medicinal

suculenta, aloe vera

cicatriza, assepsia, regenera,

bendita Babosa, pouco exigente,

dá mais do que pede.

 

um  sabonete perfumado,

de manteiga de Cupuaçu,

limpa, acalma, suaviza almas ressecadas,

traz alento e suavidade,

carinho na forma de um pequeno retângulo.

 

delicadezas e mimos

do coração reluzente da Luane

e do coração forte como de um urso do Bernardo.

 

Noemi Ansay

Kiko Zambianchi em Curitiba

 

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“Se um dia eu pudesse ver
Meu passado inteiro
E fizesse parar de chover
Nos primeiros erros
Meu corpo viraria sol
Minha mente viraria ar
Mas só chove, chove
Chove, chove

Kiko Zambianchi.

Fui nas lojas Americanas, no Shopping Curitiba e começo a ouvir a música “Primeiros erros”, de repente, muitas pessoas começam a sussurrar a letra, chego no caixa e o rapaz que me atende, cantando baixinho, cantamos juntos e concordamos: um clássico absoluto e enquanto passo balas de goma, uma tinta de cabelo e meias calças, penso que é uma banda cover. Saio da loja, vejo uma muvuca de gente, passo de largo, vou ao banheiro e quando saio, escuto um agradecimento ao Kiko, não acredito, ele aqui? Me aproximo, uma multidão ao redor, com senhas e filas, para falar com ele. Penso, puxa, até gostaria de ficar, mas, não tenho tempo. Dou a volta, pra tirar uma foto, quando vejo, o Kiko se aproxima do local onde estava, tira foto com um casal, uma moça do lado pede uma foto comigo e ela. Ele se aproxima, diz: tiro uma só com você e depois com ela. Fico nervosa pra tirar uma bendita self, ele percebe e me ajuda com o celular, digo que quando era adolescente, sua música, era um hino da nossa geração. Agradeço por sua generosidade, passo pela multidão toda faceira e sorrindo. Bem, se já gostava dessa canção, agora muito mais. A beleza do acaso, eu sem esperar nada, ganho esse presente. 

#kikozambianchi

 

XVII ENPEMT e IX ENEMT na UFG

Bacharelado de Musicoterapia, professoras, egressos e estudantes.

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Participei da mesa redonda “Musicoterapia no percurso da vida”, junto com a Professora Dra. Melissa Mercadal-Brotons  ( Presidente da Word Federation of Music Therapy) e o Professor Dr. Diego Schapira, Programa Adim Musicoterapia no XVII EMPEMT e IX ENEMT foi um desafio e uma honra.

Meu trabalho se intitulou: ” O que as pesquisas em Musicoterapia falam sobre a infância e adolescência?

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ENPEMT 14 de outubroFalei a respeito de três aspectos: música da infância e adolescência,  tendências e singularidades das pesquisas sobre infância e adolescência: um panorama do VI CLAM e e do XV Congresso Mundial de Musicoterapia, perspectivas futuras e possíveis agendas de pesquisa.Espero em breve, publicar um artigo, sobre os resultados.

Gratidão pela oportunidade de compartilhar conhecimentos  e estreitar laços de amizade.

Minha Irmã Finlandesa

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Minha Irmã Finlandesa

para Mari Suoheimo

Sim, a contragosto

aprenderei novamente

a ressignificar a palavra saudades.

 

Essa nostalgia que chega de mansinho,

uma mistura fina de tristeza e alegria,

e que vai ocupando todos os espaços.

 

Hoje, não há o que dizer,

só ficará o vazio da sua presença

um dia nublado, tão comum em Curitiba.

 

Nas memórias de curta e longa duração,

ficarão as lembranças do partilhar a vida,

os dias de sol e chuva,

 

As viagens, as refeições,

dias de Natal e aniversários,

imagens, sons e aromas.

 

Seus olhos tão azuis e brilhantes,

seus cabelos tão clarinhos,

sua natureza nórdica, silenciosa e fina.

 

Sempre achei curioso,

que em você o minimalismo,

ocupasse tantos espaços.

 

Sim, preenchias o tempo e o lugar,

com seus gestos de carinho,

com seu sorriso de menina.

 

Sua devoção as artes,

ao cozinhar, as flores,

aos amigos e estudantes.

 

Sei, que deixas aqui um pedaço de ti,

peço que também nos leve na bagagem e no coração,

aprendemos com tudo nesta curta passagem pela terra dos viventes.

 

Seremos irmãs para sempre,

se não de sangue e de idioma,

mas de alma e coração.

 

Gratidão para sempre,

Kitos, Kitos, Kitos.

Noemi N. Ansay

06/09/2017

A Ruiva

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A Ruiva

 

Tudo nela era ruivo,

rubro da cor de um poente,

o caminhar era coral,

o olhar purpúreo,

mãos e pés  tinham tons avermelhados,

e nossa amizade lembrava todos os tons de vermelhos:

do carmim, granza, alizarina, carmesim, solferino até o escarlata.

Hoje,  se nenhum ruivo e ruiva passam desapercebidos diante dos meus olhos

a culpa é só dela, minha querida amiga de infância,

Viviane: “aquela que é ruiva e cheia de vida”.

( Noemi N. Ansay)

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Quando eu tinha 11 anos, fui estudar no Colégio Estadual Pedro Macedo, no Portão, lá encontrei uma grande amiga, Viviane, com quem partilhei minhas alegrias e tristezas de adolescente. Frequentava sua casa e ela a minha, escutávamos músicas em fitas cassete, ensaiávamos coreografias e estudávamos juntas. Admirava sua força, coragem, inteligência e seus lindos cabelos ruivos. O tempo passou e hoje, depois de 33 anos nos reencontramos, compartilhamos nossas alegrias como mães, nossos desafios profissionais, relembramos nossos professores e amigos. Não tenho palavras para agradecer esse momento e admirar a importância que os amigos e amigas têm em nossas vidas. —  sentindo-se agradecida .

26/09/2017

Lullabies

Lullaby

Durma minha menina,
lá fora faz tanto frio
a desesperança cai sobre a cidade
e a noite cobre o mundo.

Durma meu menino,
com seus pequenos tesouros
um estilingue, uma bala,
um bilhete da menina amada.

Durma, durma,
viaje nos sonhos
beije sua mãe
abrace seu pai.

Durma embalado ao som,
da doce voz
da flauta
e do violoncelo.

Durma meu anjo,
dentro dos teus sonhos
encontrarás respostas
para suas dúvidas
e alegria para o teu pesar.

Noemi N. Ansay

Xodós

Xales de caxemira,
Xaxins de samambaias,
Xilofones, caxixis, caixas,
Xácaras dos xeiques,
Xilogravuras em xícaras,
Xote, xerém, xaxado,
Xamegos e xodós.

Noemi N. Ansay

Imagem X: Mari Suoheimo Nascimento

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“Se juntan dos palomitos” de Violeta Parra en lengua de señas (LSCh)/ Poema: Chileno

Chileno

Cabe en mi corazón latinoamericano:

sus desiertos solitarios,

sus cordilleras heladas,

tu abundantes lluvias,

sus salares, volcanes e islas,

sus temblores y terremotos.

 

su cara con rasgos mapuches,

sus ojos almendrados,

su piel morena,

su olor de Araucaria

su cuerpo que se parece más a un oasis.

 

sus pueblos originarios:

Ayamara Changos, Chonos,

Atacameña, Rapa Nui,

Selk’nam, Yamana,

Kawashkar, Tehuelche y Mapuche.

 

sus sonidos y silencios,

tu arpa y la guitarra,

la voz de Violeta Parra y Víctor Jara,

tus bailes chilenos:  cueca campesina, criolla  y valseada,

sus cumbias y fusiones musicales.

 

sus grandes pintores:

González, Puelma Abarca, Adulnate,

sus grandes poetas:

Pablo Neruda, Gabriela Mistral, Nicanor Parra,

tú eres en prosa y verso.

 

sus contradicciones,  tan humano …

su inconformismo por los muertos de la dictadura,

tu gran dolor,

su grito atrapado en la garganta,

su deseo de cambio.

 

sus lágrimas y tu risa,

su juventud y su vejez,

sus ganancias y pérdidas,

tu amor y tu odio,

Su guerra y su paz.

 

sus fronteras y la geografía,

latitudes y longitudes,

su extremo sur,

tu amor que cruza la Cordillera,

todo cabe en mi corazón latinoamericano.

 

Noemi N. Ansay

Os Teus Olhos me viram…

“Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui feito, e entretecido nas profundezas da terra.
Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia.
E quão preciosos me são, ó Deus, os teus pensamentos! Quão grandes são as somas deles!”
Salmos 139:16,17

 

 

Hiroshima, 72 anos da bomba

 

Hiroshima, 72 anos de uma barbárie, onde seres humanos jogaram intencionalmente uma bomba nuclear em outros seres humanos.

Hiroshima ou Hiroxima (広島市, Hiroshima-shi) é a capital da província de Hiroshima, no Japão. É cortada pelo rio Ota (Ota-gawa), cujos seis canais dividem a cidade em ilhas. Cresceu em torno de um castelo feudal do século XVI Recebeu o estatuto de cidade em 1558.

Em 6 de agosto de 1945, foi a primeira cidade do mundo arrasada pela bomba atômica de fissão denominada Little boy, lançada pelo governo dos Estados Unidos, resultando em 250 000 mortos e feridos.

Wikipedia

Hiroshima

Hiroshima

Quando a dor abateu teu coração

e a morte chegou sem avisar.

Quando as rosas murcharam

e teu corpo foi ferido.

Quando as casas caíram

e tuas crianças morreram.

Levantaste das cinzas,

resiliente,

plantastes rosas,

ergueste teus muros e casas.

Não importa o quanto os maus investirem,

o ódio e a vingança não compensam,

por fim o AMOR vencerá.

Noemi N. Ansay

O Memorial da Paz de Hiroshima, chamado Cúpula Genbaku (原爆ドーム) ou Cúpula da Bomba Atômica pelos japoneses, localiza-se em Hiroshima, Japão. O hipocentro da explosão atômica de 6 de Agosto de 1945 situou-se apenas a 150 metros de distância do edifício, que foi a estrutura mais próxima a resistir ao impacto.

A Cúpula Genbaku deveria ter sido demolida com o restante das ruínas, mas o fato de ter ficado praticamente intacta adiou os planos. Enquanto a cidade era reconstruída em torno do domo, sua permanência tornou-se motivo de controvérsia; alguns moradores queriam sua destruição, enquanto outros preferiam que a estrutura fosse preservada como um memorial do bombardeio.

Em 1966, Hiroshima declarou a intenção de preservar a agora chamada “Cúpula da Bomba Atómica” de forma definitiva. Trinta anos depois, em dezembro de 1996, a construção foi registrada como Património Mundial da UNESCO, baseado na Convenção sobre a Proteção do Patrimônio Cultural e Natural.
Wikipédia

Dia de Festa

Dia de Festa

Nada foi mais real do que aquela música,

tocada a quatro mãos,

quase no final do inverno.

Para a maioria foi inaudível, atonal,

desproporcional, minimalista.

Para o cérebro, um turbilhão de ideias:

neve no verão, flores no deserto, luz na escuridão.

Para o peito: uma dor e um sossego,

casa vazia, solidão em dias frios,

festa de criança, gritos pela varanda,

doçura dos dias vividos,

esperança para os que virão.

( Noemi N. Ansay)

Harumi Murakami

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答えたひと 村上春樹 絵 フジモトマサル

Me encanta a ideia de ler autores dos lugares para onde viajo, conhecer por meio dos seus olhos nativos, curiosos e no caso do Haruki Murakami, olhos orientais. Antes de embarcar para o Japão, parada obrigatória em uma livraria. Sai de lá bem acompanhada: ” Ouça a canção do vento – Pinball, 1973″.

Ele começa seu livro primogênito contando que em sua vida, tudo aconteceu de trás pra frente, o esperado era estudar, trabalhar e casar, ele casou, trabalhou e depois foi estudar. Montou um restaurante com sua esposa e escreveu ali mesmo, seu primeiro livro. Sua escrita é ligeira, frases curtas, povoada de personagens  que parecem transitar entre o sonho e a realidade, o texto traz muitas referências musicais ( principalmente pop e jazz) e a forma como retrata a vida em uma metrópole, prendem os leitores, que se rendem ao seu talento de conhecer de perto a intimidade cotidiana dos humanos.

“Para mim, escrever é penoso. Às vezes, passo um mês inteiro sem conseguir escrever uma linha seque. Ou, então, escrevo por três dias e três noites sem parar só para me dar conta, no fim, de que está tudo errado.

Ainda assim, escrever também pode ser divertido. Atribuir sentido à vida é muito fácil se compararmos ao quanto é difícil vivê-la de fato.

Acho que era adolescente quanto percebi isso, e fiquei tão surpreso que passei uma semana sem abrir a boca. Senti que, se eu agisse certo, o munto inteiro obedeceria às minhas vontades, e que eu poderia inverter todos os valores, mudar a direção do tempo.

Infelizmente, só descobri muito tempo depois que isso era uma armadilha. Tracei uma linha no centro de uma folha de caderno e escrevi no lado esquerdo tudo o que havia ganhado e, no direito, o que havia perdido. No fim das contas, eu havia perdido tanto – coisas que eu havia abandonado, sacrificado, traído – que não tive espaço suficiente para terminar a lista.

Há um fosso profundo entre as coisas das quais gostaríamos de ter consciência e aquilo que realmente temos. Nem a régua mais comprida conseguiria medir a profundidade desse fosso. O que eu poderia registrar aqui é apenas uma lista. Não é um romance, nem literatura, muito menos arte. É apenas um caderno, com uma única linha traçada no centro. Até pode ser que ele tenha algum tipo de moral.

Se você estiver procurando arte e literatura, o melhor é ler os gregos. Porque, para criar arte de verdade, é indispensável um regime escravocrata. Como na Grécia antiga: os escravos arando os campos, preparando a comida, remando os barcos e, em meio a eles, os cidadãos absortos pela poesia, dedicados à matemática. A arte é isso.

Há um limite para o que pode ser escrito por um sujeito que vasculha a geladeira na cozinha às três horas da manhã enquanto o mundo dorme.

É esse o meu caso.”

(MURAKAMI, 2016, p. 24-25)

Site do Escritor Haruki Murakami

E quando a tempestade tiver passado, mal te lembrarás de ter conseguido atravessá-la, de ter conseguido sobreviver. Nem sequer terás a certeza de a tormenta ter realmente chegado ao fim. Mas uma coisa é certa. Quando saíres da tempestade já não serás a mesma pessoa. Só assim as tempestades fazem sentido.

Haruki Murakami

 

Da série: Coisas que só vi no Japão – Café com a impressão da foto do rosto.

Sou amante de um bom e forte café, amo ter este tipo de experiência gastronômica.

Agora, ter seu rosto impresso na espuma foi incrível, coisas que só tem na Terra do Sol Nascente.

O Café fica na 5-8-1 Ginza, Chuo-ku, Tokyo 104-00

CROSSING CAFE/NISSAN BOUTIQUE

Tel: +81.3.3573.0623

Café com Impressão do Rosto na Nissan em Tokyo

Um site WordPress.com.

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